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Festas regadas a álcool e loucura dos gringos na Arábia Saudita 1

Mar10
Gringos com álcool na Arábia Saudita requebram muito!

Gringos com álcool na Arábia Saudita requebram muito!

Como já falado antes, o consumo ou posse de álcool na Arábia Saudita é passível de pena até de morte, mas mesmo assim, não é impossível encontrar álcool.

Existe um grande negócio de contrabando de álcool que entra por Bahrein, ou pelos Emirados Arábes Únidos, dois países que fazem borda com a Arábia Saudita e onde é possível encontrar álcool legalmente. Os esquemas de entrada são os mais loucos que eu já ouvi falar. Enquanto estive morando em Riyadh, li no jornal local que os contrabandistas, que traziam além de álcool, drogas, pegaram os policiais de fronteira, deixaram eles nús, pegaram o carro deles, e largaram eles amarrados, sentandos com as nadegas no asfalto quente, de um dia que tinha feito apenas 46°c. Só isso.

É possível encontrar no mercado negro garrafas de Red Label por US$ 200, Black Label por US$ 400, Heineken por US$50, vinhos de US$ 100-US$500. Enfim, existe um comércio grande e de fácil acesso aos que não conseguem resistir e obedecer 100% do tempo às leis intensas do país, especialmente aos estrangeiros que moram nos compounds. Os contrabandistas até preferem não ter contato com os sauditas para não serem denunciados, já que a absoluta maioria deles seguem aos mandamentos religiosos do Islam em 100% de seu tempo, não importa com quem seja, não importa se seja amigo, colega de trabalho, o que for. Simplesmente não importa.

Mesmo assim, os desbravadores estrangeiros da Arábia Saudita não tem medo e investem na aquisição de álcool e até mesmo na fabricação caseira.

Sim, meus amigos, dentro do compound havia uma fábrica de álcool, que compravámos em garrafas de dois litros e misturávamos ora com suco de frutas ora com Coca-Cola ora com Fanta Laranja. Não, não era bom, mas a mistura deixava melhor e o resultado final que queríamos era garantido, ou seja, bêbados. Ou melhor, resultado final não, resultado do meio! Sim, porque o resultado final era no dia seguinte com uma ULTRA RESSACA, de dar vontade cortar a cabeça fora e de jurar a todos os deuses que você nunca mais vai beber na sua vida só para convencê-los a parar com essa ressaca.

Era demais! As festas eram muito engraçadas! Não havia distinção de sexo, nem idade, nem cor, religão, cultura, nada! Eram todos os estrangeiros ali, bebendo, se divertindo, dançando.

A música? Aquela coisa genérica de sempre, com DJ genérico, claro! Pop,  Rock, Hip Hop, Reggae, Romântica, Samba e Funk Carioca! Onde que eu ia imaginar que ouviria funk carioca em plena Arábia Saudita? Pior do que essa, só ouvindo os portugueses cantando em pleno deserto do Sahara! Mas essa eu conto depois…

Cada garrafa de dois litros custava algo em torno de US$ 5,00, o refrigerante e o suco por US$ 2,00.

Daryl MacDonald, da África do Sul, colega de trabalho

Daryl MacDonald, da África do Sul, colega de trabalho

A primeira festa foi a mais louca, eu ainda morava em hotel e o Darryl MacDonald e o Alan Carder, meus colegas de trabalho. O Alan me chamou para uma festa no condomínio, e eu fiquei meio desmotivado porque achei que ia ser uma coisa meia boca, só no suquinho e refrigerante, mas ele me revelou a grande surpresa: a festa tinha álcool e eu deveria estar lá às 21h.

A entrada do hotel Radisson SAS Riyadh

Entrada do hotel Radisson SAS Riyadh

Liguei para o motorista da empresa (que era do Paquistão) e ele me pegou no Radisson SAS Hotel na King Abdulaziz Street. De lá até o Seder Village é necessário ir pela Mecca Road (a estrada que levava até a Mecca, a capital religiosa do Islam!), depois pela Khurais Road, virar na Salman Al Farsi Road (a rua do Seder Village). Todo este caminho não levava mais de 20 minutos, pois como você pode ver pelos mapas, clicando nos links, é tudo estrada com diversas pistas em altíssima velocidade. Quando chegamos, ele já sabia que ia rolar uma festa e eu me lembro dele falando: “Beba por mim e se divirta mundo!”. Eu na hora fiquei meio preocupado com o que ele queria dizer e se podia realmente confiar no que eu estava indo fazer e ele sabia. Imagina se ele me denuncia?

A festa rolou, os gringos estavam se soltando, todo mundo dançando, gente subindo em cima das mesas (a foto lá do topo!), e o álcool rolando. Chegou uma determinada hora, que ninguém mais aguentava tanto álcool. Eu já tinha levantando a bandeira de rendição, e queria voltar pro hotel. Sentamos eu, Daryl e Alan na beira da piscina, compramos mais um garrafa de álcool, mais alguns refrigerantes e contamos várias histórias nossas de viagens, cultura local, comparamos costumes, hábitos, e mais um monte de outros assuntos malucos que só bêbados entendem. Imagina um brasileiro, um sul africano e um irlandês completamente bêbados, conversando em inglês e enrolando a lingua! Era diversão pura e garantida com ninguém se entendendo.

O olho não engana nada. No copo: coca-cola e álcool caseiro

O olho não engana nada. No copo: coca-cola e álcool caseiro

Tentei chamar um taxi mas era em vão, já era umas 5h da manhã, em pleno Ramadan. Sem chances de arrumar um taxi! Alan me convidou para dormir na casa dele, no sofá da sala. Fomos andando pelo condomínio, eu muito bêbado, resolvi sentar no chão porque estava muito cansado. Virei pra ele e disse: “Vai você, eu vou ficar aqui, estou muito cansado, não aguento mais andar!”. Ele não parava de rir e me mandava levantar. Chegamos na casa dele, não aguentei muito tempo, e chamei o Raul bem no jardim florido da casa dele. Cena patética! Isso para quem estava a apenas duas semanas lá e não conhecia muito bem as pessoas. Pois bem, esse ato “falho” nos rendeu muitas gargalhadas depois e acabamos nos aproximando mais, virando amigos, afinal, ele entende muito de beber, já que ele é da Irlanda, o país que mais consome álcool por pessoa no mundo.

Outros compounds também tinham festas com álcool, no mesmo esquema. Garrafas de whiskey, cerveja e álcool caseiro, mas todos foram pegos. Enquanto estive lá, a notícia que corria era que somente o meu (o Seder Village) ainda rolava, mas um dia, enquanto estava no escritório trabalhando, com ordem do principe saudita, a polícia foi lá no compound e prendeu mais de vinte pessoas envolvidas com o esquema.

Depois da prisão, fiquei sabendo como tudo rolava. Os taxistas entravam com todo o material, incluindo açucar, água, entre outros produtos, nos seus porta malas, e levavam para uma casa que ficava isolada no condomínio, bem lá no final. Lá, existiam vários equipamentos para o tratamento do material e produzir o álcool caseiro que rolava liberado nas festas. Depois disso, nunca mais tivemos as festinhas regadas a álcool lá na compound, pelo menos não nos dois meses seguintes que ainda permaneci por lá. Uma pena, senti que o clima ficou pior depois disso, afinal, a sensação de liberdade e de “tudo posso” foi abalada com ordem do governo, ou seja, eles estavam de olho. Big Brother total. Quem deve ter denunciado? Algum saudita que ficou de fora da festa? Algum dos taxistas que queriam beber também? Acho que nunca saberemos.

Por hoje é só. Amanhã, falo sobre como a paquera rola solta entre os jovens sauditas.

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Quem diria, Dubai está afundando junto com a crise! 0

Mar3

(Robert Worth, DUBAI) Sofia, uma francesa de 34 anos, mudou-se para cá há um ano para assumir um emprego em publicidade. Confiante na economia exuberante de Dubai, comprou um apartamento por quase US$ 300 mil com uma hipoteca de 15 anos. Agora, como muitos trabalhadores estrangeiros que compõem quase 90% da população local, ela foi dispensada e enfrenta a perspectiva de ser obrigada a abandonar o Golfo Pérsico – ou pior. “Estou realmente assustada com o que poderia acontecer, porque comprei um imóvel aqui”, disse Sofia, que pediu para seu sobrenome não ser divulgado pois está procurando um novo emprego. “Se não conseguir pagar, disseram-me que poderia acabar na prisão para devedores.” Com a economia de Dubai em queda livre, os jornais noticiaram que mais de 3 mil carros estão abandonados no estacionamento do aeroporto de Dubai, deixados por estrangeiros endividados em fuga (que poderiam, de fato, ser presos se não pagassem suas contas).

Ruas de Dubai estão desertas após fuga em massa de estrangeiros com dívidas

Ruas de Dubai estão desertas após fuga em massa de estrangeiros com dívidas

Comenta-se que alguns têm cartões de crédito estourados e notas de desculpa pregados com adesivo no para-brisa. O governo diz que os números reais são muito menores. No entanto, as histórias contêm pelo menos uma pitada de verdade: os desempregados aqui perdem seus vistos de trabalho e, então, precisam deixar o país no prazo de um mês. Isso, por sua vez, reduz gastos, cria vacância em moradias e faz baixar o preço dos imóveis em uma espiral descendente que deixou partes de Dubai – que já foi saudada como a superpotência econômica do Oriente Médio – parecendo uma cidade fantasma. Em vez de aumentar a transparência sobre a situação, os Emirados Árabes Unidos (EAU) vão na direção oposta. Um novo projeto de lei sobre a mídia tornaria crime prejudicar a reputação ou a economia do país, punível com
multas de até 1 milhão de dirhans (cerca US$ 272 mil). Alguns dizem que isso já está tendo um efeito paralisante sobre o noticiário da crise. No mês passado, jornais locais noticiariam que Dubai estava cancelando 1.500 vistos de trabalho por dia, citando fontes governamentais anônimas.

Questionado sobre o número, Humaid bin Dimas, um porta-voz do Ministério do Trabalho dos Emirados, disse que não confirmaria nem negaria, e não quis comentar mais o assunto. Alguns dizem que o número real é bem maior.

Algumas coisas estão claras, contudo. Os preços dos imóveis, que subiram dramaticamente durante os seis anos de boom de Dubai, caíram 30% ou mais nos últimos dois ou três meses em algumas partes da cidade. Há tantos carros de luxo à venda que eles, às vezes, são vendidos por 40% do preço pedido há dois meses, segundo revendedores de veículos usados. A maioria das ruas de Dubai, normalmente com tráfego pesado nesta época do ano, agora está vazia.

Alguns analistas afirmam que a crise não durará muito nos sete emirados que compõem os EAU, nos quais Dubai sempre fez o papel de irmão mais novo e rebelde que confronta a capital Abu Dabi, rica em petróleo e mais conservadora. O problema é que, até agora, a capital só ofereceu ajuda financeira para seus próprios bancos, ignorando o drama da cidade mais populosa do país. Para muitos estrangeiros, Dubai parecia, no início, um refúgio relativamente isolado do pânico que começou a atingir o restante do mundo no segundo semestre do ano passado. O Golfo Pérsico está calçado por uma vasta riqueza de petróleo e gás, e algumas pessoas que perderam seus empregos em Nova York e Londres começaram a procurá-los aqui.

A Palm Jumeira, a ilha artificial que é um dos marcos dos empreendimentos imobiliários da cidade, estaria afundando, e quando se abrem as torneiras nos hotéis construídos sobre ela, só saem baratas.

A Palm Jumeira, a ilha artificial que é um dos marcos dos empreendimentos imobiliários da cidade, estaria afundando, e quando se abrem as torneiras nos hotéis construídos sobre ela, só saem baratas.

Entretanto, Dubai, diferentemente de Abu Dabi ou dos vizinhos Catar e Arábia Saudita, não tem seu próprio petróleo, e construiu sua reputação com imóveis, finanças e turismo. Agora, muitos expatriados falam de Dubai como se ele tivesse sido um engodo o tempo todo. Rumores espalham-se rapidamente: a Palm Jumeira, a ilha artificial que é um dos marcos dos empreendimentos imobiliários da cidade, estaria afundando, e quando se abrem as torneiras nos hotéis construídos sobre ela, só saem baratas.

Hamza Thiab, um iraquiano de 27 anos que se mudou de Bagdá para cá em 2005, perdeu seu emprego em uma empresa de engenharia há seis semanas. Se não encontrar um trabalho até o fim de fevereiro, terá de partir. “Estou procurando há três meses, e só fiz duas entrevistas”, disse ele. “Antes, a gente abria os jornais e via dezenas de empregos. Antes, muitos de nós estavam levando uma boa vida aqui. Agora, não conseguimos sequer pagar nossos empréstimos. Ficamos apenas dormindo, fumando, tomando café e tendo dores de cabeça por causa da situação.”

Fonte: http://www.nytimes.com/2009/02/12/world/middleeast/12dubai.html?_r=1&scp=1&sq=dubai%20hamza&st=cse

Nota: esta é uma notícia publicada pelo NYTimes, e não representa minha opinião. Apenas achei interessante e de acordo com o tema do blog.

Mais fotos de Dubai

Sobre Dubai

Dubai (em árabe: دبي, transliteração: Dubaīy) é um dos sete emirados e a cidade mais populosa dos Emirados Árabes Unidos (EAU) com aproximadamente 2.262.000 milhões de habitantes. Está localizado ao longo da costa sul do Golfo Pérsico na Península Arábica. O município muitas vezes é chamado de “Cidade de Dubai” para diferenciá-lo do emirado de mesmo nome. Dubai é conhecida mundialmente por ser extremamente moderna, “futurista” e com enormes arranha-céus e largas avenidas.

Existem registros da existência da cidade pelo menos 150 anos antes da formação dos EAU. Dubai divide funções jurídicas, políticas, militares e econômicas com os outros emirados, embora cada emirado tenha jurisdição sobre algumas funções, tais como a aplicação da lei civil e fornecimento e manutenção de instalações locais. Dubai tem a maior população e é o segundo maior emirado por área, depois de Abu Dhabi.[2] Dubai e Abu Dhabi são os únicos emirados que possuem poder de veto sobre questões de importância nacional na legislatura do país. Dubai tem sido governado pela dinastia Al Maktoum desde 1833. O atual governante de Dubai, Mohammed bin Rashid Al Maktoum, é também o Primeiro-Ministro e Vice Presidente dos Emirados Árabes Unidos.

A receita do emirado é proveniente do turismo, comércio, setor imobiliário e serviços financeiros.[3] As receitas de petróleo e gás natural contribuem com menos de 6% (2006)[4] do PIB de US$ 37 bilhões da economia de Dubai (2005).[5] O setor imobiliário e da construção, por outro lado, contribuiu com 22,6% da economia em 2005, antes do atual boom da construção em larga escala.[6] Dubai tem atraído atenção através dos seus projetos imobiliários [7] e acontecimentos esportivos. Esta maior atenção, coincidindo com o seu aparecimento como um concentrador de negócios mundial, pôs em destaque questões dos direitos humanos relativas à sua mão-de-obra em grande parte externa.[8]

Fonte: Wikipedia – http://pt.wikipedia.org/wiki/Dubai

Mapa de Dubai

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