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Turcomenistão tem “Porta para o Inferno” 1

Olha que coincidência. Postei na madrugada de ontem sobre as futuras viagens, que incluem o Turcomenistão, e no final da tarde de ontem saiu uma matéria bacana no site da revista Época, sobre esta incrível ação da natureza na terra.

Certamente irei incluir a visita a este lugar fantástico. Abaixo, um trecho do artigo que saiu por lá, e o resto você pode ler clicando aqui.

E você, o que acha? Deixe nos comentários!

Cratera de 60 metros de diâmetro está em chamas há mais de 30 anos. Fogo teria começado quando russos estavam procurando reservas de gás natural

Existe um lugar no Turcomenistão, bem no meio do deserto de Karakum – 11º maior deserto do mundo, o Karakum ocupa cerca de 70% do território turcomeno -, que os moradores chamam de “Porta para o Inferno”. É uma cratera com mais de 60 metros de diâmetro e 20 de profundidade, que, acredita-se, está em chamas há pelo menos 37 anos.

A cratera fica em uma região conhecida como Darvaza, a mais de 250 quilômetros de Asgabate, capital do país, e tem cerca de 350 habitantes que preservam um estilo de vida seminômade. Também é rica em enxofre e gás natural, substâncias que podem estar ligadas à existência do buraco, cujas chamas, durante a noite, podem ser vistas a quilômetros de distância – o brilho laranja pode até mesmo ser visto nas imagens de satélite do Google Maps.

Os relatos mais aceitos sobre a origem do fenômeno contam que geólogos russos estavam procurando reservas de gás natural na região quando uma das plataformas de perfuração caiu em uma caverna subterrânea, o que abriu a cratera. A caverna estava cheia de gás e, para evitar que a substância tóxica se espalhasse, os russos incendiaram o local, para que o gás se consumisse – e ele estaria queimando desde então.

Para ler o resto desta matéria, visite: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI82822-15227,00-TURQUEMENISTAO+TEM+PORTA+PARA+O+INFERNO.html

Choque Cultural 0

O maior barato de viajar é o imprevisto. Não se sabe ao certo o que veremos. Afinal, temos algumas idéias dos atrativos principais de um país mediante fotos e informações que nem de longe são suficientes para refletir tudo o que nos aguarda. Sobretudo, as pessoas que conheceremos. É o famoso choque cultural. Ao passar a maior parte de sua vida convivendo numa específica comunidade, o homem tende a fazer generalizações do cunho “ninguém presta” ou “a natureza humana diz que isto é certo e aquilo, errado”. Não poderiam ser mais equivocadas, eis a origem de todo preconceito. Mas quem de nós nunca generalizou?

Lembro quando visitei o deserto do Saara, no Marrocos, pela primeira vez. Naquele dia, era o aniversário de Said, o motorista do táxi ligando os vilarejos de Rissani e Merzouga ao deserto. Chegamos no albergue, feito de blocos de barro com dromedários circulando sua volta. Encravado no Saara.

O guia para contemplar o crepúsculo chamava-se Mohamed, um jovem berbere de apenas dezessete anos. Durante as horas passadas em cima das dunas douradas, onde não importa para que lado se olha, a paisagem é composta de infindável areia, iniciei assunto com Mohamed. Relembrou que a fronteira com a Argélia fica há apenas 50 quilômetros de distância. Perguntei-lhe se já estivera lá e ele respondeu-me que, durante toda sua vida, nunca saiu do pequeno trecho ligando Rissani e Merzouga. Estudou até o Ensino Fundamental, pois começara a ajudar a família e não poderia mais ir, diariamente, à escola em Rissani. Impossível não ponderar, “o quê temos em comum senão o fato de, hoje, assistirmos este pôr-do-sol em pleno Saara?”.

O espetáculo vale o investimento financeiro. As dunas, de acordo com a luz solar, mudam de douradas para uma cor púrpura.

Na volta ao albergue, Mohamed tentou-me vender alguns artesanatos fabricados por seu pai, ofício em que ele começa a aprender. Não tinha dinheiro comigo, no entanto indaguei sobre um curioso objeto. Afirmou ser o fóssil de um animal pré-histórico, frisando “de alguns milhões de anos”. Sorri pela ingenuidade e sinceridade de sua resposta.

De noite, a fim de comemorar o aniversário de Said, o motorista, fomos até Merzouga comprar comes e bebes. Para conseguir cerveja e outras bebidas alcoólicas, meu guia e Said precisavam negociar em becos, como se tratasse de drogas ilegais. Um verdadeiro comércio contrabandista.

Entraram no carro outros convidados para regressarmos ao albergue, entre estes, mulheres cobertas em bourkas, deixando apenas os olhos à mostra. Estranhei a situação, vide em meus préconceitos, ser inconcebível imaginar tais mulheres numa festa.

Enquanto um rapaz preparava o tagine de carne e outro acendia o carvão para a chicha, as mulheres trocaram de vestimentas num quarto. Completamente ocidentalizadas, de cabelos soltos, calças jeans e blusas modernas. A transformação não limitou às roupas. Suas atitudes também. Fátima, a namorada de Said, de vinte e poucos anos, foi quem mais me chamou atenção. Ela não falava francês, os demais traduziam nossas palavras para possibilitar nossa comunicação. Fátima ria, fumava cigarros, bebia o álcool proibido pelo Alcorão, como se fosse uma Ocidental. Uma mulher totalmente diferente daquela que adentrou o carro minutos antes. Na hora de dançar, me chamou para ser seu par: o estrangeiro. Com o consentimento de Said, claro. Mostrou-me, então, suas raízes orientais, seus gestos suaves e delicados. Aquela notável dança não era um show pago para turistas em Marrakech, não era uma transmissão televisiva. Fátima não estava fantasiada de odalisca para agradar os estrangeiros, tampouco sua forma física condizia com nosso estereotipo ocidental. A beleza era, justamente, a naturalidade e a espontaneidade de seus movimentos.

Antes de dormir, em altas horas da madrugada, vale a pena conferir o imenso céu estrelado do deserto.

Eduardo Cidade, 25, é jornalista e percorreu mais de trinta países. Atualmente se aventura pelas bandas da Índia, Tanzânia, Moçambique e outros lugares bizarros e desconhecidos na sua tentativa em tornar-se antropólogo. Sempre viajou regularmente desde a infância, bem turista-way-of-life, mas aos 20 foi morar sozinho na França durante oito meses. Não voltou o mesmo e desde então adora percorrer o mundo com mochila nas costas.

De Tangier à Marrakech ao deserto do Sahara – um papo no Orkut 1

Apr5

Hello viajantes!

O texto abaixo, foi uma resposta minha via scrap no Orkut para um cara que está morando em londres e me pediu umas dicas de como chegar até o deserto a partir de Tangier, cidade na costa, que possui porto e onde chegam os ferries da Espanha para Marrocos.

O texto não está em um formato muito aproriado para o blog, mas como ele resume bem uma série de dicas e lugares, estou postando aqui mesmo, porque sei que existem outras pessoas  que precisam da mesma informação, e enquanto eu não escrevo um outro artigo mais detalhado, segue este por enquanto como referência.

Não perca no final do texto, os vídeos da estrada de Tizi n’ Tichka, que leva de Marrakech até Ouarzazate, considerada uma das estradas mais difíceis e cansativas do mundo para dirigir.

Enjoy!

Então.. Primeira vez que fui a Marrakech, fiquei no Hotel Agdal… É um hotel básico, mas muito bem localizado (pra mim pelo menos).

Fica 5 min da estação de trem, 15 min do aeroporto, e uns 30 min da medina a pé. mas o caminha pela Mohammed V é muito bonito e vale a pena ir andando, é uma boa experiência. cuidado com pickpockets, rola direto. Fique olhando sua bolsa sempre.

Perto do hotel também tem um grande mercado, então dá pra fazer compras de coisas que precisar… Também tem várias linhas de ônibus…

Se não me engano, era uns 30 euros em quarto double. Mas certamente existem outros mais baratos, é só procurar. Fique atento que chegando na cidade, simplesmente dezenas de marroquinos vão te abordar te oferecendo de tudo. Casas, apartamentos, hotéis, etc. Se quiser experimentar recomendo muita cautela e MUITA conversa, deixando tudo às claras e perguntando TUDO. Tive experiências boas com isso, por isso, também não fique muitoooooo desconfiado não. Mas fique sempre atento. Se não sentir segurança, é porque provavelmente não é pra ser. E SEMPRE negocie o preço. Ofereça sempre menos. É um jogo mesmo.

De Tangier, cara, você vai ter que ir de trem pra lá, ou alugar um carro. Vai no site www.oncf.ma e veja os horários. A cidade de Tangier é bem legal, cidade meio grande, mas charmosa, se puder, passe um dia por lá relaxando. Dá pra ir, fazendo baldeação, de lá até Marrakech.

Como você vai estar em marrakech, o melhor é procurar na própria medina uma empresa que faça o serviço. Saindo de Marrakech deve ficar de 400-600 MAD depois de uma boa negociação. Se tiver alguma blusa do brasil aí que possa dar, tenha certeza que vão te agradecer e dar um mega desconto. Normalmente inclui translado até a cidade de Ouarzazate onde provavelmente vão te colocar já num 4×4. De lá você segue até Zagora que limite do deserto e devem te oferecer pra comprar as roupas.

Se liga, é muito importante comprar o pano pra cabeça. MUITO mesmo. O sol esquenta legal o crânio, e eu mesmo tive momento de ver miragens. Vão te oferecer por 100 MAD, mas não aceite por mais de 30… top 50 se não tiver mais negociação mesmo.

Esse pano tem que ser comprado mesmo, porque ele é único, bem comprido, mas bem estreito e enrola e protege bem a cabeça.

Se você quiser fazer o caminho de carro alugado de Marrakech pra Ouarzazate eu RECOMENDO MUITO. É simplesmente DELIRANTE o trajeto cruzando as montanhas do High Atlas pela estrada ‘Tizi-n-Tichka’. É certamente o caminho mais bonito que já dirigi. Tinha oasis, cidades medievais abandonadas, pequenas cidades, a hora das rezas e claro, todo o visual das montanhas de pura pedra, granito e ardósia. É algo muito demais. (poutz, fiquei com vontade fazer tudo de novo)

Nesse caminho foi que parei num hostel e fechei um pacote  com esse amigo do dono do hostel. O hostel é bem no alto das montanhas e bem frequentando por mochileiros que fazem trekking. Tem várias trilhas por lá para fazer trekking. O nome do hostel eu não lembro, mas vou tentar achar.

Saindo lá do hostel, pagamos 300 MAD cada um, depois de negociar muito. Fomos de carro (nosso alugado) do hostel pela manhã e fomos  até a cidade de Agdz onde nos encontraram na entrada da cidade, deixamos nosso carro em um hotel que era ligado a eles e fomos já direto até zagora, onde foi tudo oferecido.  De lá seguimos até m’hamid já no meio do deserto do saara mesmo.

O caminho é incrível e é muito difícil imaginar como o motorista sabe a direção correta para o camping no meio do deserto, sem direção nenhuma.

Uma situação que pode ocorrer é você cruzar com um nomade no meio do nada do deserto e pedir uma carona e descer também no meio do nada.

Também pode rolar tempestade de areia, o que é MUITO LEGAL.

Bom, acho que por euquanto é só.

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