Blog do Viajante

Categoria tanzania

A volta ao mundo pelos patrimônios em perigo do Zeca Camargo para o Fantástico 0

Mar22
Leitura silenciosa em Luang Prabang

Leitura silenciosa em Luang Prabang

Eu confesso, acompanhei todos os domingos no Fantástico a volta ao mundo do Zeca Camargo para o quadro “Isso Aqui é Seu” do Fantástico. Essas viagens do Zeca Camargo sempre são muito bacanas, e eu confesso também, que fico cheio de inveja dele. hehehehe

O roteiro dele foi Timbuktu (Mali), Kosovo, Tanzânia, Azerbaijão, Laos, Ilha de Java, Mongólia, Canadá, Peru e Chile. Com exceção dos três últimos, os outros, ainda não tive a oportunidade de conhecer, e depois desse quadro no Fantástico me despertou mais vontade ainda de ir conhecer. Mongólia não está muito longe, se tudo der certo. :)

Zeca Camargo nos levou por histórias incríveis de várias civilizações passadas que eu tenho certeza que muita gente não conhecia e visões fantásticas do mundo. Eu acho ele uma pessoa excelente para esse tipo de trabalho, a dinâmica dele é muito boa para contar estas histórias. Não posso deixar de esquecer também a excelente equipe de coletou e compilou todas essas informações para serem contadas no programa, que eu achei de pouquissimo tempo, sempre, mas é televisão, então tempo é dinheiro!

Para mim o objetivo da série é despertar nas pessoas a vontade de preservar sua história e cultura. O roteiro do Zeca Camargo não incluiu em nada os sítios declarados patrimônios da humanidade pela UNESCO, e tenho minhas dúvidas se isto não fez tornar os problemas que acontecem nesses locais exibidos uma realidade distante para os brasileiros e não olhem para si mesmo e para seu país e desperte essa vontade de conservação. Posso estar errado, mas não acho que o foco que deveria ser no Brasil, foi levado em conta por seus habitantes para problemas reais que temos hoje, com a destruição em massa de todas as nossas riquesas, principalmente nossa mata. VocÊs sabiam que parte da Amazônia é declara patrimônio da humanidade e continuamos com essa destruição toda por simples omissão do governo.

Enough talking… vou deixar fotos e informações dos locais por onde ele passou. Viaje você também! E não esqueça de deixar seu comentário.

Clique nos links abaixo para ver o patrimônio da humanidade que você quer conhecer. História, fotos, e o vídeo original do programa que foi ao ar. Não deixe de conferir para conhecer uma pouco mais desse nosso mundão.

Parada 1: Timbuktu, Mali

Parada 2: Ruínas de Kilwa Kisiwani, Tanzânia

Parada 3: Monastério Decani, Kosovo

Parada 4: Luang Prabang, Laos

Parada 6: Borobodur, ilha de Java, Indonésia

Parada 7: Paisagem do Vale de Orkhon, Mongólia

Parada 8: SGaang Gwaii, ilhas Queen Charllot, Canadá

Parada 9: Ruínas da cidade de Chan Chan, Peru

Parada 10: Cidade mineiradora de Sewell, Chile

Fotos de bastidores da série: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL978277-15605,00.html

Volta ao mundo do Fantástico: Ruínas de Kilwa Kisiwani, Tanzânia 1

Mar22

Ruínas de Kilwa Kisiwani, Tanzânia

Kilwa Kisiwani

Kilwa Kisiwani

As ruínas de Kilwa Kisiwani e de Songo Mnara localizam-se nas duas pequenas ilhas de mesmo nome, à entrada de uma baía no sueste da costa da Tanzânia.

Ambas representam os vestígios de dois grandes portos comerciais onde, entre os séculos IX e XVI, se trocou o ouro e ferro do Zimbabwe, escravos e marfim de toda a África Oriental, por tecidos, porcelana, jóias e especiarias da Ásia. Estas ilhas foram inscritas pela UNESCO em 1981 na lista dos locais que constituem Património da Humanidade e, em 2004, na Lista do Património Mundial em Perigo.

Antecedentes

As ilhas de Kilwa Kisiwani (Quíloa, na História de Portugal) e de Songo Mnara parecem ter sido ocupadas no século IX, provavelmente por populações swahili. Nessa época, um chefe da ilha de Kilwa Kisiwani vendeu-a a um mercador árabe chamado Ali bin Al-Hasan, fundador da Dinastia Shiraz. Entre os séculos XI e XV, os seus descendentes nelas estabeleceram o mais poderoso centro comercial da África Oriental. No século XIII, os seus chefes dominavam todos os centros comerciais da costa africana, desde a Ilha de Pemba, a norte, até Sofala, no sul.

O mundo ocidental ficou a conhecer Kilwa através dos escritos do geógrafo marroquino Ibn Batuta, que a visitou em 1331. Ele ficou extasiado pela “beleza da grande cidade, com edifícios construídos de pedra de coral, normalmente com um único piso e pequenos compartimentos separados por maciças paredes e com telhados formados de placas da mesma pedra, suportados pelas paredes e por estacas de mangal.” Mas também encontrou “estruturas formidáveis de vários pisos e algumas belamente ornamentadas com pedra esculpida nas entradas, tapeçarias e nichos cobrindo as paredes e o chão com carpetes… Claro que estas eram as casas dos ricos, porque os pobres viviam em casas de palha, vestiam-se apenas com um pano sobre as ancas e comiam apenas papas de milho…”

Blog do Viajante is powered by WordPress