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Categoria marrocos

Foto do Dia: Bérberes cantando músicas tipicas no deserto do Sarra, Marrocos 3

No deserto do Saara, você fica acampado literalmente no meio do nada. Mas a estrutura é de primeira, através das empresas que fazem o serviço.

Comida, transporte, segurança e claro, bérberes locais que cantam suas músicas e compartilham um pouco de sua cultura com viajantes que buscam experiências únicas.

Vale a pena conferir!

Os banheiros pelo mundo, uma odisséia para os viajantes 7

Viajar para países com diferenças culturais tão intensas, como a Arábia Saudita, Índia, Marrocos, Japão, entre diversos outros, não é só legal por você ter a oportunidade de conhecer a cultura local, mas pelo fato de você ter que se desprender dos modos habituais para higiene pessoal e aprender novas técnicas milenares para coisas que você faz simplesmente no conforto do seu lar.

Muitos diriam que somente ninjas poderiam fazer em algumas posições, mas como sempre, o humano e seu corpo se reinventa e se readapta. Seja pela história do país, tradições e costumes, seja pela sua roupa, tudo sempre tem uma razão, e criticar como esses povos como loucos, em nada vai mudar, nem mesmo colocar nós brasileiros, americanos ou europeus, como povos mais sábios ou mais higiênicos. Tudo é relativo.

Nesta lista abaixo, coloco algumas fotos de banheiros ao redor do mundo, e algumas experiências. Para aquele que gosta de viajar, é sempre bom estar preparado para coisas fora do padrão.

 
ÍNDIA E PAÍSES ARÁBES NO GERAL

Banheiros na Índia e em países arábes são normalmente latrinas

Banheiros na Índia e em países arábes são normalmente latrinas

Na Arábia Saudita, eles são mais luxuosos, claro!

Na Arábia Saudita, eles são mais luxuosos, claro!

Alguns podem dizer que são praticamente posições de yoga ou de artes marciais, mas 99% dos banheiros (segundo minhas estatísticas) na Índia e nos países arábes em geral, são latrinas, como das fotos acima.

É preciso um certo equilíbrio, é verdade, e talvez alguns anos de prática seja obrigatória para dominar com maestria a arte de fazer necessidades em banheiros como este. É bem verdade que eu não me adaptei. Felizmente, na Arábia Saudita e em Marrocos, em especial, todo o tempo eu estava em hotel ou em casa alugada que tinha o nosso bom e velho vaso sanitário que você senta. :)

Para os homens e mulheres sauditas, é bem mais fácil esse banheiro, por causa dessa roupa toda. Foto: LATimes

Para os homens e mulheres sauditas, é bem mais fácil esse banheiro, por causa dessa roupa toda. Foto: LATimes

É complicado, primeiro porque eu morria de medo de perder as coisas. Se caíssem ali, iam ficar pra frente, não importava o valor. Segundo, porque a posição é cansativa, não funciona se estiver bêbado (o que nesses países não é um problema para eles), e exige que seja feito todo rapidinho.

Nos países arábes, este tipo de banheiro é fundamental, pela veste deles. As longas túnicas são facilmente levantadas, enquanto o traseiro é levemente posicionado para baixo. Para mim, que usava jeans, era uma verdadeira aula de malabarismo.

Na Arábia Saudita praticamente todos os banheiros possuem os seguradores nas paredes laterais, o que deixa tudo mais fácil. Marrocos, praticamente isso não existe.

I don´t like that. :P

AMSTERDAM

 

 

Mictórios nas ruas de Amsterdam, solução para o caos no Brasil?

Mictórios nas ruas de Amsterdam, solução para o caos no Brasil?

Talvez essa seja a solução para o problema que aflige 10 entre cada 10 mulheres no Brasil em épocas de grandes festas populares nas ruas, como o Carnaval, micaretas, shows e festas de música eletrônica.

Esses simpáticos mictórios são vistos nas grandes praças de Amsterdam. 

 

Mictórios de Amsterdam sendo utilizados em massa. Funcionaria no Brasil? Foto: Claudia Siuves

Mictórios de Amsterdam sendo utilizados em massa. Funcionaria no Brasil? Foto: Claudia Siuves

Amsterdam sofreu durante muito tempo, assim como nós, por pessoas que urinam nas ruas e cantos das cidades, deixando aquela bela cidade, com um odor bem ruim. A solução foi instalar esses mictórios.

 

Eu mesmo usei algumas vezes enquanto estive por lá. Somente a primeira vez você fica meio preocupado, porque é tão destacado, que parece que todo mundo está olhando você ali, mijando. Mas depois você relaxa e vê que é algo natural na cidade e ninguém se importa. Somente nós mesmos, turistas que ficam reparando em tudo. :)

 

JAPÃO

 

 

Banheiros no Japão são muito modernos!

Banheiros no Japão são muito modernos!

É difícil acreditar que o Japão tenha evoluído tanto nosso estimado vaso sanitário, com diversos recursos tecnológicos, quando eles mesmos não tinham o hábito de o terem no passado. Vasos sanitários são muito recentes no Japão, e é comum você ir na casa de alguém e ela te convidar para conhecer o banheiro dela. Isso mesmo, meus amigos, o banheiro com seu novo vaso sanitário é uma das atrações da casa.

Você pode escolher entre ter seu bumbum mais quetinho, mais geladinho, lavadinho, cheirosinho e até mesmo ‘cagar em ouro’ – literalmente, eles possuem um modelo de vaso feito de ouro maciço.

 

 

E você? Já esteve em algum banheiro inusitado? Iria tranquilamente nestes? Deixa sua opinião!

Foto do Dia: Rabat, Marrocos 1

A Kasbah em Rabat no Marrocos é uma delícia para passar algumas horas, relaxando, bem calmo. Bem no estilo marroquino mesmo.

Com suas estreitas vielas, cada curva revela uma antiga construção como essa da foto. Jardins floridos e muito bem cuidados é uma das coisas que você encontra lá.

Um bar, bem na encosta da Kasbah, com a vista para o Oceânico Atlântico (hello Brasil!) e a cidade de Salé é a apenas a cereja desse bolo. Acrescente ainda um delicioso chá de hortelã como só encontrado em Marrocos e seu dia está completo.

Seguindo pela Kasbah é possível chegar à praia de Rabat, com areias bem escuras e todo mundo vestido. Somente crianças ficam mais à vontade. Também tem aula de Surf por lá, meu amigo Eduardo Cidade já fez. Um desastre total! hahahahaha

Visitar a Kasbah é obrigatório quando estiver em Rabat.

De Tangier à Marrakech ao deserto do Sahara – um papo no Orkut 1

Apr5

Hello viajantes!

O texto abaixo, foi uma resposta minha via scrap no Orkut para um cara que está morando em londres e me pediu umas dicas de como chegar até o deserto a partir de Tangier, cidade na costa, que possui porto e onde chegam os ferries da Espanha para Marrocos.

O texto não está em um formato muito aproriado para o blog, mas como ele resume bem uma série de dicas e lugares, estou postando aqui mesmo, porque sei que existem outras pessoas  que precisam da mesma informação, e enquanto eu não escrevo um outro artigo mais detalhado, segue este por enquanto como referência.

Não perca no final do texto, os vídeos da estrada de Tizi n’ Tichka, que leva de Marrakech até Ouarzazate, considerada uma das estradas mais difíceis e cansativas do mundo para dirigir.

Enjoy!

Então.. Primeira vez que fui a Marrakech, fiquei no Hotel Agdal… É um hotel básico, mas muito bem localizado (pra mim pelo menos).

Fica 5 min da estação de trem, 15 min do aeroporto, e uns 30 min da medina a pé. mas o caminha pela Mohammed V é muito bonito e vale a pena ir andando, é uma boa experiência. cuidado com pickpockets, rola direto. Fique olhando sua bolsa sempre.

Perto do hotel também tem um grande mercado, então dá pra fazer compras de coisas que precisar… Também tem várias linhas de ônibus…

Se não me engano, era uns 30 euros em quarto double. Mas certamente existem outros mais baratos, é só procurar. Fique atento que chegando na cidade, simplesmente dezenas de marroquinos vão te abordar te oferecendo de tudo. Casas, apartamentos, hotéis, etc. Se quiser experimentar recomendo muita cautela e MUITA conversa, deixando tudo às claras e perguntando TUDO. Tive experiências boas com isso, por isso, também não fique muitoooooo desconfiado não. Mas fique sempre atento. Se não sentir segurança, é porque provavelmente não é pra ser. E SEMPRE negocie o preço. Ofereça sempre menos. É um jogo mesmo.

De Tangier, cara, você vai ter que ir de trem pra lá, ou alugar um carro. Vai no site www.oncf.ma e veja os horários. A cidade de Tangier é bem legal, cidade meio grande, mas charmosa, se puder, passe um dia por lá relaxando. Dá pra ir, fazendo baldeação, de lá até Marrakech.

Como você vai estar em marrakech, o melhor é procurar na própria medina uma empresa que faça o serviço. Saindo de Marrakech deve ficar de 400-600 MAD depois de uma boa negociação. Se tiver alguma blusa do brasil aí que possa dar, tenha certeza que vão te agradecer e dar um mega desconto. Normalmente inclui translado até a cidade de Ouarzazate onde provavelmente vão te colocar já num 4×4. De lá você segue até Zagora que limite do deserto e devem te oferecer pra comprar as roupas.

Se liga, é muito importante comprar o pano pra cabeça. MUITO mesmo. O sol esquenta legal o crânio, e eu mesmo tive momento de ver miragens. Vão te oferecer por 100 MAD, mas não aceite por mais de 30… top 50 se não tiver mais negociação mesmo.

Esse pano tem que ser comprado mesmo, porque ele é único, bem comprido, mas bem estreito e enrola e protege bem a cabeça.

Se você quiser fazer o caminho de carro alugado de Marrakech pra Ouarzazate eu RECOMENDO MUITO. É simplesmente DELIRANTE o trajeto cruzando as montanhas do High Atlas pela estrada ‘Tizi-n-Tichka’. É certamente o caminho mais bonito que já dirigi. Tinha oasis, cidades medievais abandonadas, pequenas cidades, a hora das rezas e claro, todo o visual das montanhas de pura pedra, granito e ardósia. É algo muito demais. (poutz, fiquei com vontade fazer tudo de novo)

Nesse caminho foi que parei num hostel e fechei um pacote  com esse amigo do dono do hostel. O hostel é bem no alto das montanhas e bem frequentando por mochileiros que fazem trekking. Tem várias trilhas por lá para fazer trekking. O nome do hostel eu não lembro, mas vou tentar achar.

Saindo lá do hostel, pagamos 300 MAD cada um, depois de negociar muito. Fomos de carro (nosso alugado) do hostel pela manhã e fomos  até a cidade de Agdz onde nos encontraram na entrada da cidade, deixamos nosso carro em um hotel que era ligado a eles e fomos já direto até zagora, onde foi tudo oferecido.  De lá seguimos até m’hamid já no meio do deserto do saara mesmo.

O caminho é incrível e é muito difícil imaginar como o motorista sabe a direção correta para o camping no meio do deserto, sem direção nenhuma.

Uma situação que pode ocorrer é você cruzar com um nomade no meio do nada do deserto e pedir uma carona e descer também no meio do nada.

Também pode rolar tempestade de areia, o que é MUITO LEGAL.

Bom, acho que por euquanto é só.

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No caminho para a deliciosa cidade de Chefchaouen 1

Mar21

No caminho para a deliciosa cidade de Chefchaouen. Foto: Claudio Martins

No caminho para a deliciosa cidade de Chefchaouen. Foto: Claudio Martins

Chefchaouen é a minha cidade favorita, sem dúvida. A cidadezinha toda azul lavado no alto das montanhas, com clima bem de cidade do interior aqui do Brasil, com temperatura agradável, com uma calma… A cidade foi fundada em 1471 no interior de um forte, que ainda hoje existe, construído por Mouros exilados de Espanha, forte este com o objetivo de resistir a sucessivas invasões portuguesas ao norte de Marrocos. A cidade foi conhecida por ter a maior concentração de Mouros e Judeus, que procuravam refúgio nas montanhas depois das conquistas espanholas na idade média. Em 1920 Espanha invadiu Chefchaouen e integrou-a como parte da Marrocos Espanhola.

Chefchaouen é muito conhecida, principalmente entre os Europeus, pela extensa plantação de maconha que ficam em montanhas próximas. É a cidade mais próxima que se pode ficar hospedado de forma tranquila. É muito bem frequentado por mochileiros europeus e americanos, além dos próprios marroquinos atrás de hasish. Vi europeus colocando pedras inteiras de hasish em camisinhas e engolindo para poder sair do país. A vigilância é intensa com turistas nas fronteiras. Cachorros são levados no entorno de sua bagagem para verificar se alguém tá levando algum hasish com ele.

A primeira vez que eu fui em Chefchaouen já foi logo no primeiro final de semana que estava estabelecido por lá. Queria muito conhecer a cidade por tantas indicações positivas que tinha recebido e queria já logo meter o pé na estrada em uma longa distância, afinal, essa é uma ótima maneira de conhecer parte do país, é cruzando ele logo!

Entrada do Hilton Rabat, onde fiquei hospedado durante um tempo. Foto: Claudio Martins

Entrada do Hilton Rabat, onde fiquei hospedado durante um tempo. Foto: Claudio Martins

Pois bem, eu e Joãozinho ainda estavámos hospedados no Hilton na época e alugamos um carro ali mesmo com a Hertz. Para infelicidade geral da nação só tinha um Nissan automático, super silencioso e com uma super potência disponível. Ó mundo cruel! Não lutamos muito e aceitamos a oferta. Passamos o cartão de crédito deixando reservado o valor de todas as diárias. Era algo em torno de US$ 50 por dia, e era apenas um final de semana, então era uma pechincha por uma trip que valeria a pena, além de uma segurança para quem ainda não conhecia nada por lá. Trens diretos não existem, já que a cidade fica nas montanhas, somente indo para Tetouan e de lá, chegando no horário certo, pegar um ônibus ou um taxi compartilhado para Chaouen. Eu toparia facilmente a aventura, apesar do tempo corrido, mas meu amigo é um super fresco então ele não topou.

Depois eu fui na Conciérge do hotel buscar indicações de como sair de Rabat para lá, o cara me olhou com um olhar torto do tipo “o que será que ele quer fazer lá?”. Imagina! Eu estava em um hotel onde os maiores executivos do mundo se hospedam e um jovem pergunta como chegar a Chefchaouen, ao invés de perguntar sobre o melhor restaurante da cidade. Ele me deu explicações meio atravessadas, então resolvi usar o guia e seguir viagem. Infelizmente naquela época não existia GPS automotivo cobrindo Marrocos, então fomos na coragem mesmo.

Rabat no geral é bem sinalizada, então de posse do mapa e com noções de direção em estrada, olhando placas de cidades próximas ou códigos de estradas próximas, com um mapa é muito fácil viajar por Marrocos. Acredite! É fácil mesmo! Isto sempre me lembra uma vez um bloco do Fantástico sobre como viajar de carro pelo Brasil e eles propuseram que pessoas de diferentes cidades, tentassem chegar em algum ponto turístico da outra cidade, somente utilizando mapas. Resultado: os paulistas praticamente queriam uma placa na entrada da Avenida Brasil dizendo passo a passo como chegar no Cristo Redentor. Faça-me o favor! O ideal é sempre olhar o sentido das placas para cidades que vão ficar no caminho de onde você quer ir. Se a cidade que você quer ir é gigantesca ou muito turística, certamente terá uma placa indicando qual o caminho tomar, mas não terá muito pelo caminho, vá seguindo em direção as cidades do caminho. (Se tiver outras dicas, deixa aí nos comentários!)

Em uma das paradas na estrada para ver o visual. Foto: Claudio Martins

Em uma das paradas na estrada para ver o visual. Foto: Claudio Martins

Bom, saímos de Rabat por volta de meio dia, pegamos a auto estrada N1 subindo até a cidade de Kenitra, até chegar no cruzamento das auto estradas N1 e N4, virando à direita, mas continuando na N1, passando pelas cidades de Morhane, Sidi-Allal-Tazi, Souk-Telata-du-Rharb, Souk-el-Arba-du-Rharb, e virando em sentido a Ouezzane, passando por uma estrada local com várias vilas. Voltamos a auto estrada indo em direção ao norte, passando por Brikcha e finalmente chegando a estrada que nos levaria a Chefchaouen. Bom, muito tranquilo. Placas indicavam corretamente onde estava Chefchaouen, a cidade escondida nas montanhas.

E este era o visual. Foto: Claudio Martins

E este era o visual. Foto: Claudio Martins

Chegamos em Chefchaouen por volta das 17h, muito porque parávamos pelo caminho. A viagem pela estrada até lá é outra viagem dentro da viagem. São paisagens incríveis e dá para ver como Marrocos tem uma terra fértil ao norte do país. São quilômetros de plantações de arroz, milho, trigo, e várias outras frutas e vegetais. Diversas estufas de plantação de arroz dão um tom de centro de pesquisa de ETs à lá Arquivo X. Sério! Era a sensação que eu tinha durante a viagem vendo aquelas estufas gigantescas todas brancas e fechadas no meio de um monte de verde. Será que eu tava delirando?

Cidade de Ouezzane vista da entrada da cidade, ainda na auto-estrada.

Cidade de Ouezzane vista da entrada da cidade, ainda na auto-estrada.

A cidade de Ouezzane é uma história à parte. A entrada da cidade é linda, mas olhando para cima, com cada casa em uma cor diferente, tijolos aparecendo, me lembrava muito as comunidades carentes aqui do Rio de Janeiro que se estabeleceram em montanhas (sendo o mais politicamente correto, óia!). Ouezzane é bem conhecida por ter sido uma capital espiritual do Islamismo e casa de muitos dos pilares do Sufismo (corrente mística e contemplativa do Islamismo). Nas minhas pesquisas planejando a trip vi que Ouezzane é boa se eu estivesse embarcando de ônibus entre Chefchaouen e a costa, caso eu quisesse vir descendo por toda a costa de ônibus. Coisas de planejamento de viagem.

Chegando a Chefchaouen na primeira vez, por baixo. Foto: Claudio Martins

Chegando a Chefchaouen na primeira vez, por baixo. Foto: Claudio Martins

Voltando a Chefchaouen, assim como cada cidade de marrocos, tem sua própria cor. A de Chaouen (como é carinhosamente apelidada) é o azul lavado, com todas suas casas pintadas de um azul bem claro, com outras partes em branco, normalmente as superiores, tendo origem na comunidade judaica. A medina é pequena e suas vielas são bem estreitas. É um sobe e desce toda hora. Nas medinas existem comércios em geral, além é claro, das casas dos moradores, mas normalmente as grandes áreas de moradia não possuem comércio e são facilmente identicáveis, pois as ruas são mais escuras, bem estreitas e normalmente com pessoas conversando na porta de suas casas. Vale citar, que como manda os bons costumes árabes, mesmo nessa cidade bem colada com a Europa, homens com homens, mulher com mulher.

As ruas de Chefchaouen com suas paredes de cor azul lavado.

As ruas de Chefchaouen com suas paredes de cor azul lavado.

Durante a alta temporada (verão europeu) a primeira coisa que você vai perceber quando chegar na cidade é a enorme quantidade de marroquinos oferecendo seus serviços: hospedagem, estacionamento, guia, restaurantes, compras, tudo! Um verdadeiro pânico de início, porque eles simplesmente rodeiam o seu carro, são vários! Um verdadeiro ataque pela sua atenção e claro, seu dinheiro. Eu não tinha entendido nada ainda e fiquei achando que estava rolando algum tipo de protesto que eu não estava sabendo. Mas como saber, né? Eu só estava lá havia cinco dias.

Por hoje é só pessoal. Aguardem os próximos episódios sobre Chefchaouen e sua relação com o hasish e muito mais sobre Marrocos.

Se tiverem alguma dúvida, não deixem de me perguntar nos comentários!

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