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Categoria itália

Telefones de emergência pelo mundo 2

Vi no Matador Abroad e acho de extrema importância colocar por aqui.

Sempre que viajamos, queremos que tudo ocorra sempre bem, sem nenhum problema. Seja com atrasos, atrações, tempo (você pode gostar tanto de chuva, sol, neve, tanto faz), e também com a nossa saúde. É muito importante estar preparado para qualquer contratempo, e eu tomo uma série de medidas antes de visitar qualquer país, como o telefone de emergência, da polícia e da embaixada brasileira. Em alguns países, até mesmo comuniquei à embaixada a minha visita para que se caso eu sumisse, as medidas de emergência pudessem se inciar com muita rapidez.

Como o próprio post do Matador Abroad fala, hoje a comunicação é muito fácil tendo um telefone GSM ou 3G. Praticamente todos os países possuem operadoras de telefonia celular com essas tecnologias e você poderá usar seu telefone para ligar gratuitamente para os serviços de emergência, sem gastar nada com roaming internacional, que normalmente possuem taxas altíssimas, causando surpresas desagradáveis após o retorno para casa.

Então, antes de viajar, faça suas anotações e tenha sempre à mão estes telefones. Não se esqueça também de fazer seu seguro de viagem.

* indica número para emergências médicas apenas. Não digite * quando estiver ligando

América do Sul

Argentina – 107* (911 funciona em algumas áreas)
Bolívia – 118*
Brasil – 192*
Chile – 131*
Colômbia – 112 or 123
Paraguai e Uruguai – 911
Suriname – 115
Venezuela – 171

América do Norte

Estados Unidos e Canada – 911
México – 066, 060, or 080 (some areas direct 911 to local services)

Asia

China – 999 nas maiores cidades. Em outros lugares, disque 120*
Hong Kong – 999
India – 102
Indonesia – 118/119*. Busca e Resgate – 115. Desastres naturais- 129
Irã – 110 (112 de um telefone celular)
Israel – 101* (112 de um telefone celular)
Japão e Coréia – 119*
Malásia – 999
Mongólia – 103
Filipinas – 117 (112 e 911 redireciona para 117)
Arábia Saudita – 997*. Resgate de emergência – 911, 112, or 08
Cingapura – 995
Tailândia – 1669*. Polícia para “Turistas” (Falando inglês) – 1155
Emirados Árabes Unidos – 998* or 999*
Vietnã – 115*

África

Egito – 123*. Polícia para Turistas – 126
Gana – 999
Marrocos – 15*
Nigéria – 199
África do Sul – 10177*. Polícia e Incêndio – 10111 (112 de um telefone celular)
Zambia – 991* (112 de um telefone celular)
Zimbabue – 999

Europa

Reino Unido – 999 ou 112
Outros países membros da União Européia- 112

Oceania

Austrália – 000
Nova Zelândia – 111
Fiji – 911
Vanuatu – 112

América Central e Caribe

Guatemala – 120*
Barbados – 511*
Jamaica – 110*
Nicaragua – 118*
Honduras – 199*

Veneza e a imprevisibilidade da vida 6

Às vezes me pergunto o quanto nossas vidas são tão previsíveis e imprevisíveis ao mesmo tempo. Por exemplo: você acorda, come o café da manhã, trabalha, almoça, regressa ao trabalho, retorna em casa, toma banho, janta, assiste televisão e dorme. Impreterível e cotidiano. Do nada, encontra o amor de sua vida ou sofre um grave acidente. Inesperado. Não é engraçada essa dualidade, o imprevisível acorrer durante o previsível ou o contrário?

Se alguma das cidades das quais perambulei representasse esta dialética mais destacada do que outras, certamente seria Veneza.

Ah, encantadora Veneza. Cidade de amantes, de gôndolas charmosas, de incontáveis canais e monumentos. Quem não gostaria de passar uma lua de mel lá? Ou desfrutar uma pizza numa taberna categoricamente italiana? Não é isso Veneza? A mais e menos italiana das cidades da Itália? Diferente de tudo. Mama mia!

Minha relação com Veneza iniciou-se aos treze anos. Linda? Claro. Veneza e Praga talvez sejam as únicas cidades capazes de rivalizar com Paris. Naquele momento, fui como turista pré-adolescente, acompanhando papai e mamãe. A estória vocês sabem. Bons hotéis e restaurantes, excursão, guias turísticos apresentando-me palácios renascentistas e passeios de gôndola por entranhas góticas. Tão turisticamente típico. Encantei-me por Veneza, assim como Florença. Talvez a Itália fosse meu destino, porém, simplesmente a mulher da minha vida é Paris.

Anos mais tarde, já na condição de jovem adulto, retomei a cidade portuária onde, junto de Gênova, outrora monopolizou o Mediterrâneo.  Meu objetivo: fazer exatamente como o filho de Edmond Dantes, protagonista de “O Conde Monte Cristo” de Victor Hugo Alexandre Dumas. Ou seja, passar o Carnaval no famosíssimo baile de máscaras. Acreditem, comprei uma! Óbvio. Romeu e Julieta não se conheceram assim em Verona? De máscaras e, lenta e minuciosamente, retirando-as aos poucos? Então. Quis imitar.

Máscaras para o tradicional baile de Carnaval de Veneza, Itália. Foto:

Máscaras para o tradicional baile de Carnaval de Veneza, Itália. Foto:

Cheguei em Veneza no sábado de Carnaval no início da tarde. Até achar um hotel barato, quilômetros de distância do centro… Custou muito tempo! Raciocínio lógico: “estou no Carnaval de Veneza e pularei até o amanhecer. Preciso dormir e acordarei de noite. Chego no centro em plena meia-noite, no pico da festa”.  Dormi, acordei dez da noite, vesti minha máscara, peguei um barco até a ilha principal e dirigi-me à <a href=” />Piazza Sao Marco. Isto mesmo. A lendária praça com a maior quantidade de pombos do mundo. Nem Alfred Hitchcock, no seu filme de pássaros assassinos, suportaria tantas aves. Correndo rumo à praça, avistei pessoas caminhando na direção contrária. Fiasco total. Veneza, durante o Carnaval, é uma desgraça! Não tem festa. Tudo é diurno, uns shows de acrobacia, de música e tal. De noite, morta. Entregue às moscas.

Pois é. Fui tão infeliz quanto o personagem dum conto de Edgar Allan Poe que foi enterrado vivo em catacumbas durante este célebre carnaval.
Atualmente trabalho numa companhia de cruzeiros. Meu cargo é um tanto indefinido. Mudo diariamente. O garoto que rodou o mundo que sequer suporta permanecer no mesmo país durante bastante tempo jamais conseguiria continuar na mesma posição. Foi a terceira vez em que encontrei Veneza. Linda como sempre. Veneza não mudou. Eu mudei. O turista pré-adolescente passou por Veneza. Assim como o jovem adulto ávido por festa. Agora, o trabalhador numa companhia de cruzeiros…

Três personagens distintos, em situações completamente diversas, na mesma cidade. Em cada uma destas, meu olhar à respeito de Veneza muda. Ela continua cheia de pombos, canais e gôndolas. Apenas eu a enxergo com outros olhos. Não é isso que fazemos inúmeras vezes em nossas vidas? Reconhecer o valor de determinado fato ou acontecimento posteriormente apenas por não compreender ou refletir no momento? Veneza é a prova viva disto para mim.

Loja com máscaras à venda para o tradicional baile de Carnaval de Veneza, Itália. Foto: BrunoLC

Loja com máscaras à venda para o tradicional baile de Carnaval de Veneza, Itália. Foto: BrunoLC

Gôndolas pelos canais de Veneza, Itália. Foto: bbenvegnu

Gôndolas pelos canais de Veneza, Itália. Foto: bbenvegnu

Gôndolas pelos canais de Veneza, Itália. Foto: angel

Gôndolas pelos canais de Veneza, Itália. Foto: angel

Eduardo Cidade, 25, é jornalista e percorreu mais de trinta países. Atualmente se aventura pelas bandas da Índia, Tanzânia, Moçambique e outros lugares bizarros e desconhecidos na sua tentativa em tornar-se antropólogo. Sempre viajou regularmente desde a infância, bem turista-way-of-life, mas aos 20 foi morar sozinho na França durante oito meses. Não voltou o mesmo e desde então adora percorrer o mundo com mochila nas costas.

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