Blog do Viajante

Categoria países

Telefones importantes enquanto estiver na Arábia Saudita 1

Aug24

Muita gente tem caído aqui no blog atrás de informações sobre a Arábia Saudita, muitas pessoas têm sido mulheres que estão em plena decisão de se mudar para viver com seus novos companheiros (que será motivo de um novo post aqui blog em breve) e diversos profissionais que estão se deslocando para trabalhar durante uma temporada por aquelas terras tão quentes e tão complicada para muitos.

Confesso que quando fui, não tinha idéia do quão difícil isto seria e todas as dificuldades que iria passar por lá. Mas tudo valeu a pena, foi uma experiência sensacional, e para aqueles que tem disposição de encarar desafios, eu recomendo fortemente. Certamente será uma nova experiência de conhecimento pessoal intensa.

Como já falei aqui no blog, é muito importante que você tenha telefones de contato e emergência quando estiver em outro país, devemos sempre estar preparados para as surpresas que podem ocorrer, e saber a quem recorrer. Assim que cheguei na Arábia Saudita, a primeira coisa que o motorista que foi me buscar no aeroporto me deu, foi um cartão com diversos telefones importantes em Ryadh, e compartilho eles aqui com todos que irão ou já estão por lá.

Esta lista será atualizada com telefones de outras cidades em breve. Fique de olho.

Polícia e Emergência

Polícia de Trânsito – 993

Ambulância – 997

Emergência policial – 999

Bombeiros (incêndios) – 998

Todos estes telefones são válidos por todo o país.

Hospitais

Consulting Clinic +966 1 465 9100

Kingdom Hospital +966 1 275 0677

Hamadai Hospital +966 1 464 3312

Olaya Medical Center +966 1 464 5501

Compounds

Kingdom City Compound +966 1 275 0275

Cordoba Compound +966 1 248 3471

Al-Hamra Compound +966 1 249 0440

Hotéis

Intercontinental Hotel +966 1 465 5000

Radisson SAS Hotel +966 1 479 1234

Embaixada Brasileira na Arábia Saudita

Endereço: Ibin Zaher Street – Diplomatic Quarter P.O. Box 94348 Riyadh 11693 Kingdom of Saudi Arabia
Cidade: Riad
Pais: Arabia Saudita
CEP: 11693
Telefone: (00xx9661) 488-0018/25/54
Fax: (00xx9661) 488-1073
Email: arabras@shabakah.net.sa
Caixa Postal: 94348

O tesão de um muçulmano que quase acabou com uma viagem… (parte 1) 6

Aug18

Mohammed é um cara jovem, do alto de seus 20 e poucos anos. Muçulmano, marroquino e assim como eu, trabalhando na área de tecnologia. Mohammed tem sonhos ambiciosos, tão grandes e tão distantes de seus amigos, que Marrocos era pequena demais, e foi parar no Canada.

Mas pera aí, eu já tô no final desta história. Volta tudo.

Era o verão europeu de 2008. Eu, Natália e Adriana, viajamos para passar uma temporada entre Ibiza, Marrocos, Portugal e Espanha. Foi uma viagem planejada por um ano, rodeada de expectativas e uma emoção gigante de poder voltar àquela terra que durante tantos meses havia me acolhido de uma maneira tão especial, que me fez querer voltar lá sempre e sempre. Foram meses de pesquisas e aprofundamento em Marrocos, buscando novas experiências, conhecer novos lugares, que a preguiça da primeira vez não havia deixado. Afinal, seria uma viagem específica para isso, apenas rodar por qualquer lugar, sem preocupação com trabalho e responsabilidades, apenas curtição.

Mal sabia eu que esta visita se tornaria a minha maior confrontação de diferenças culturais, muito mais forte do que uma amizade que você julgava ser acima disso. Puro engano.

Mohammed e eu nos encontramos no Aeroporto de Marrakech. Ele super atrasado com os problemas que o sistema de trem marroquino teve no dia, eu meio nervoso pelas complicações com mudanças de carro que nos foram impostas, mesmo com a reserva feita. Eu ansioso por encontrar meu amigo e saber se ainda poderíamos ser capazes de sairmos e rirmos juntos, bebermos umas cervejas, como dois amigos. Fazia pouco mais de um ano que não nos encontravámos desde minha partida de volta à minha casa, e apesar do nosso constante contato via internet, eu ainda ficava apreensivo por algo ter mudado neste período. Vivemos em duas culturas tão radicalmente diferentes, que não seria muito estranho se depois desse tempo fossemos novamente dois estranhos.

Fiquei aliviado depois do nosso encontro. Me tratou como velho amigo, com o mesmo sorriso aberto e espontâneo, mas ao mesmo tempo comedido, da maneira marroquina, sabe? Os marroquinos não extravasam felicidade como nós brasileiros. São bem mais fechados. Herança de uma cultura islâmica? Pode ser. Mas são certamente os que mais deixam você se aproximar e se tornar amigo, muito mais que outros países também arábes. Marrocos é quase Europa devido a sua proximidade com a Espanha, mas muito severa pelo seu regime islâmico, apesar de não ser obrigatório, e ser totalmente aberta a outras religiões, o que de certo modo restringe o comportamento afetivo.

Mohammed ficou responsável por arrumar nossa hospedagem por todas as cidades que iríamos passar naquela semana pelo Marrocos. Marroquinos são assim, possuem uma rede de contatos em cada cidade.

Saímos em direção ao apartamento que ele havia reservado para nós quatro passarmos os primeiros dias, antes de  seguir ao deserto do Saara. Era um prédio um pouco diferente dos outros normalmente resididos por marroquinos: ele tinha elevadores, piscina, era realmente grande. Talvez não justificasse o exorbitante valor que nos foi cobrado (15000 MAD), mas já estavámos ali, e acabamos por ficar. O cansaço no rosto de cada um entregava silenciosamente o que todos queriam fazer, tomar um banho e descansar um pouco antes de se aventurar naquela que é a mais vibrante medina de Marrocos, a Djemaa El Fna. Encantadores de serpente, mágicos, malabaristas, acrobatas, mulçumanos sentados em tapetes lendo o Alcorão, dentistas que exibem dentes extraídos como prova de sua competência. Tudo acontece ao mesmo tempo, e o tempo ali nada mais é do que a soma dos segundos que definem novos sentidos.

Depois que Mohammed volta de seu banho, senta-se comigo para iniciarmos uma conversa, experimentando uma tradição marroquina, enquanto Natália entrava para tomar um banho. De onde eu e Mohammed estavámos, podíamos ver a porta do banheiro e quem entrava e saía. Continuamos por ali conversando animadamente, na TV passando clipes de bandas e cantores marroquinos com muita desinibição, esperando Natália sair de seu banho, sem imaginar que este seria um divisor no meu entendimento, aceitação e respeito à outras culturas e religiões.

Natália é uma menina bonita. Brasileira, morando no exterior, chama atenção por onde passa, tem um corpo lindo, olhos um pouco puxados que lhe conferem uma cara de ninfetinha e muita presença. Não havia como evitar que qualquer um tivesse desejo por ela, era simplesmente natural.

A cena que viria a seguir iria afetar nossa viagem em Marrocos por completo. Natália sai do banheiro enrolada em uma toalha branca, cobrindo desde seu busto, até metade de suas coxas, bem torneadas e morenas de muito sol nas praias de Ibiza, deixando ainda um enorme pedaço de perna, ombros e braços totalmente visíveis. Lembro de ter visto Mohammed olhando fixamente para ela, e conforme ela ia se aproximando de nós ele ficava cada vez mais impaciente, mexendo seu pé, até que ela parou em sua frente e pegou algo de sua mão. Mohammed não conseguia mais olhar para ela, direcionando seus olhares para mim. A situação estava montada e eu ainda não havia percebido.

Quem olhasse de fora, do mundo ocidental, acharia aquele cenário, o verdadeiro de uma orgia. Marrocos com suas cores fortes, especialmente Marrakech, a cidade vermelha, reflete isto também dentro de suas residências, com almofadas, sofás, cortinas, tapetes, tudo em  tons de vermelho e dourado muito intensos, com muitos bordados e muitos detalhes geométricos, parte da tradição marroquina. Mohammed vestindo apenas seu djellaba, Natália apenas de toalha, um de frente pro outro.

Estranhamente ele fala que precisa dormir um pouco, que estava cansado. As horas vão passando, e por termos chegado pela manhã e não havíamos comido nada, precisavámos sair para arrumar alguma coisa. Elas insistem e eu vou tentar acordar meu amigo. Mas antes não sem bater aquela dúvida, entro ou não entro no quarto? Na dúvida, bato diversas vezes e ele não acorda, não restando opção se não entrar no quarto. O toco e ele acorda assustado, se sentando rapidamente. Me sento na outra cama e ele fala que precisa conversar comigo. O que seria? Fiquei assustado. Será que fiz algo errado?

Lembro de toda a cena com completa perfeição. Estavámos sentados, um de frente pro outro, a luz do quarto desligada, sendo iluminados pelo sol que começava a se pôr do lado de fora, que entrava por uma espaçosa janela na lateral do quarto. O cenário estava montado para o choque cultural, de pensamentos, ideologias e religião.

Ele diz: “Preciso ir embora!” – Minha cara foi de “como assim?”. Ele esquivou-se, não queria falar, só dizia que precisava ir embora. Até que depois de muita insistência, ele dispara: “Vocês já transaram agora ali na sala?”

Foram exatas duas horas e meia de um dos papos mais difíceis de toda a minha vida, ele um rapaz moderno, antenado com o mundo ocidental, mas ainda um fundamentalista islâmico. Eu, um ocidental ultra liberalista engatinhando nas entranhas do que é a cultura muçulmana, sendo de certo modo presenteado com uma experiência única de enriquecimento do entendimento sobre o quanto somos iguais e diferentes ao mesmo tempo, o quanto a sociedade que crescemos e aprendemos abraçar e fazer parte, determina nossos pensamentos e ideologias, nosso modo de agir e responder às situações adversas.

Afinal, como vencer a barreira do pensamento muçulmano de que um homem e uma mulher não podem simplesmente ser amigos? Que não precisam ser um casal, transar, ou coisa que valha. Esse foi o ponto central de toda esta conversa. Pensava eu, mas como pode, um país tão próximo da Espanha, invadido literalmente por milhares de europeus toda semana, despejando sua cultura e seus modos, e ainda me deparar com este tipo de pensamento?  São pensamentos que para mim são desconexos, afinal, meus melhores amigos incluem diversas mulheres excepcionais, e ali estavam duas comigo.

Finalmente Mohammed confessa que na hora que viu Natália sentiu um enorme desejo. Desejo talvez não seja melhor descrever o que ele sentia, o que eu sentia ouvindo suas palavras enquanto falava dela. Mohammed sentiu foi um enorme desejo incontrolável, uma vontade louca e enorme de agarrá-la, um verdadeiro tesão mesmo. Mas Mohammed se culpava, afinal tinha uma namorada que dizia gostar muito, e que não queria traí-la. Era errado, era contra sua família, era contra sua religião. Tinha medo que em nossas saídas, depois de algumas cervejas, não se controlasse e fosse agarrá-la. Ele tinha medo de não segurar seus instintos. Tentei convencê-lo de que era normal, ele era homem, não havia nada de errado nisso. Mas que ele não era obrigado a fazer nada, guardar tudo aquilo para ele. Falei como bom e velho amigo, “não consegue se segurar, vai ali no banheiro e relaxa”. Afinal, que amigo não dá um conselho desse para outro? Coisa de brother, como todo carioca costuma dizer.

Expliquei o quão natural é em nossa sociedade e diversas outras culturas ocidentais a amizade real entre um homem e uma mulher, o quanto isso era respeitado e entendido e (quase) nunca interpretado com maldade por outras pessoas. Coisas do cotidiano. Minha esperança era de passar um pouco de informação para ele, uma troca cultural, que fizesse ele abrir um pouco a cabeça e aceitar que não há nada demais nisso. Foram palavras, frases, todas com muita esperança de tentar convencê-lo a não ir. Nada adiantou, ele ficou irredutível em sua posição de nos deixar para não ceder à tentação.

Enquanto mais cedo estavámos conversando animadamente na sala, ele havia me revelado o quão feliz estava porque iria se mudar no final do ano para Montreal, no Canadá, logo depois de seu irmão mais novo, que iria  poucos meses antes. Tinha a expectativa de construir uma vida melhor, muito diferente daquela que tinha em Marrocos. Mas você estaria enganado de achar que ele fazia parte da média marroquina. Ele era muito bem instruído, já com faculdade concluída e trabalhando com coisas complexas na área de tecnologia. Morava em um condomínio relativamente novo, fora do centro da cidade e em melhores condições que a boa maioria dos marroquinos. Reclamava que seu governo era corrupto, que não cuidava dos pobres e que não havia muitas chances de crescimento profissional. Ele estava decidido que ali não era mais o seu lugar, iria deixar seus pais e se juntar ao seu irmão em uma aventura pela Canadá em busca de melhores oportunidades. De certo, eles não são os únicos, com a intensa recente campanha canadense em busca de profissionais estrangeiros para ocupar os cargos disponíveis em grandes empresas.

Lembrei de tudo isso sobre o Canadá, primeiro fiquei preocupado e pensando comigo o que iria acontecer com ele, vivendo e vivenciando uma cultura totalmente nova  e muito mais relaxada com relação a isso. Depois de muito pensar mandei ver: “Mas o que você acha que vai ver e viver no Canadá? Garotas educadas, comportadas e muçulmanas? Desculpa te falar a verdade, mas é mais provável que veja um monte nua ou semi-nua.” Não tinha como evitar, ele tinha que se ligar que ele deveria desde já aprender a lidar com essas situações. Não sei se fui duro demais, mas sei que continuou não surtindo efeito.

Com o escurecer, Natália e Adriana, impacientes e com fome, batem na porta interrompendo. Conversamos em português e falei que a situação era grave. Bom, pra mim pelo menos era. Eu tinha ficado com ela sensação estranha de “sem chão”, sabe como é? Difícil explicar, mas eu fiquei mal. Pedi mais um tempo, continuei tentando convencê-lo, mas nada mudava sua idéia. Me dei por vencido e falei que iríamos comer. Ele já estava arrumando suas coisas para ir embora. Saí, expliquei às garotas o que houve, elas ficaram chocadas. Não por menos, ninguém poderia esperar por isso, muito menos eu que o tinha como amigo. Será que amigo deveria fazer isso? Ou suas ideologias e crenças estão sempre acima de suas amizades e até mesmo família? Cada dia que passa tenho mais certeza dessa resposta. Não muito tempo atrás, os irmãos de uma mulher na Arábia Saudita à queimaram viva em um lugar longe no meio do deserto, simplesmente porque ela havia se exposto e uma foto com o rosto dela e todo seu corpo estava circulando entre amigos. É esse o tipo de exemplo que a cultura muçulmana fornece. São proporções diferentes, é claro, mas cada vez mais isso é evidenciado, pelo menos pra mim.

Nos despedimos com um longo abraço e uma última tentativa de fazê-lo desistir da idéia e adivinha? Não rolou. Seguimos para a medina de Marrakech, famintos e em silêncio. Fiquei surpreso por estar com boa memória e lembrar das principais ruas de Marrakech e consegui chegar tranquilamente, mas o mesmo não se pode falar do caminho de volta, onde ficamos umas duas horas andando e tentando buscar ajuda para chegar no apartamento que estavámos. Estacionamos o carro e fomos andando em busca de comida, incrivelmente silenciosos, até que Adriana corta o silêncio e se mostra extremente nervosa pela fome que sentia havia algumas horas. Depois de algumas deliberações, escolhemos um pequeno, aconchegante e ultra quente restaurante na medina.

(continua…)

Um truque para se livrar dos vendedores pelos países arábes 5

Tem vezes que não dá mesmo. Tem vezes que não rola. Tem vezes que você simplesmente não tem paciência e quer ficar tranquilo sem ser incomodado pelos arábes. Parece uma tarefa impossível. É cultural, eles sabem como fazer.

Se tem uma coisa que eu aprendi viajando pelo mundo é que os brasileiros são muito bem vistos e recebidos pela maior parte do mundo, e ao contrário do que muitos imaginam, o passaporte brasileiro abre mais portas do que fecha. Seja desde a imigração, até o contato com o povo local. Claro, não é novidade para você que o Brasil é conhecido pelo mundo principalmente pela excelente qualidade de jogadores que (infelizmente) exportamos. Somos conhecidos também pelo carnaval, pelo café, e pelas belas mulheres. Estes quatro assuntos rendem muitas horas de conversa em qualquer lugar do mundo. Tendo vindo aqui ou não, todo mundo tem curiosidade de saber mais de um brasileiro sobre estes assuntos. E enquanto um papo com uma pessoa bacana, pode te levar a conversas muito legais, o fato de sermos brasileiros também abre margem para que os vendedores de rua se aproximem puxando assunto e normalmente começa assim “Brazilllll.. very nice… Ronaldinho, Pelé, Football”. Pronto, você arrumou um ‘amigo’ durante horas que jura entender tudo sobre futebol.

Vendedores de suco de laranja tentam te convencer a ir provar o suco da barraca deles, que é sempre melhor do que o do vizinho. Foto: Roos

Vendedores de suco de laranja tentam te convencer a ir provar o suco da barraca deles, que é sempre melhor do que o do vizinho. Foto: Roos

Arábes no geral são muito espertos na arte da venda e da negociação. Não medem esforços para te convencer à ir na loja que ele trabalha, ou que ele irá receber uma comissão pelas compras que você fizer. Não é uma exclusividade do mundo arábe, é claro. Em Cuba, por exemplo, sei que existem os jineteros, que da mesma forma que os vendedores de rua arábes, te abordam na rua e tentam te vender qualquer coisa. Normalmente um não básico resolve tudo e você segue, mas tem alguns que são realmente insistentes e ficam te seguindo pelas ruas, tentando te vencer pelo cansaço. Na concepção deles, uma hora você cansa e vai na loja e compra alguma coisa.

Mas o que fazer quando você realmente não quer perder tempo tendo que convencer o vendedor que você não quer comprar nada, simplesmente ficar olhando, visitando o lugar? Será que estamos perdidos? Tem solução, você se pergunta? Claro!

Consegue ver os vendedores preparados ali te esperando? Medina Djemaa el Fna em Marrakech. Foto: Benedict W

Consegue ver os vendedores preparados ali te esperando? Medina Djemaa el Fna em Marrakech. Foto: Benedict W

Uma técnica que se mostrou muito eficiente comigo era falar que eu era de um país bem pouco conhecido. Valia qualquer um. De preferência aquele bem escondido, com idioma bem complicado e que não tenha uma enorme presença internacional. Então tinha vezes que eu era da Latvia, Estônia, Islândia… Se eles acreditavam realmente? Até hoje não sei e tenho dúvidas se algum dia vou descobrir. Mas era certo que eu recebia uma cara de espanto e simplesmente eles saíam sem qualquer novo contato.

O Beline Cidral, do blog do Beline, postou um vídeo no Egito, também com uma outra técnica de como se livrar de um vendedor chato. Mas no caso dele, ele  com uma outra venda. Veja o vídeo. É muito engraçado.

E você? Já passou por uma situação dessas? Como se livrou? Conta pra mim!

Foto do dia: Ponte sobre o rio Nam Khan, Luang Prabang, Laos 0

Luang Prabang é uma cidade pequena contando com apenas 100.000 habitantes. Localizada em Laos, possui um ritmo calmo, quebrado somente pelas crianças que correm para brincar. A religião dominante é o budismo, contando com diversos templos. É possível assistir diversos de seus rituais bem ao raiar do sol.

Nesta foto, onde um jovem garoto monk budista atravessa a ponte feita de madeira sob o rio Nam Khan.

Foto: Ben

Melhores albergues para curtir com muita festa, agitação e cerveja 4

Ficar em hostels é uma das experiências mais legais em uma viagem que você pode ter. Se privar do (possível) conforto de um hotel e dividir quartos com homens e mulheres de todo o mundo pode trazer agradáveis surpresas. Desagradáveis também. Mas se você estiver aberto a novas experiências, poderá conhecer gente nova que lhe contará muitas histórias.

Existem diversos tipos de hostels pelo mundo, desde os para cristãos, que seguem regras ultra estritas, até os mais descolados, onde festas são organizadas diariamente para interação de todos os hóspedes. Se você é do tipo festeiro, ou tímido para conhecer gente, a lista que apresento abaixo são de excelentes hostels para isso. Pegue sua bebida e interaja com outros viajantes.

Flying Pig, Amsterdam, Holanda

Flying Pig, Amsterdam

Flying Pig, Amsterdam

Flying Pig, Amsterdam

Este é considerado um dos melhores hostels de toda a Europa. Com três filiais, a principal situa-se bem no centro de Amsterdam, bem próximo também à Red Light District. Engana-se quem acha que todos os hostels em Amsterdam são tranquilos de fumar maconha, como muitos se propõe em suas visitas a esta belíssima e agitada culturalmente cidade. O Flying Pig é um dos poucos que é permitido fumar seus cigarros de maconha e hasish. Outras drogas não são permitidas.

Também vendem a cerveja mais barata de Amsterdam. Uma pint (+/- 800ml) de cerveja sai por 3 euros. Apenas para hóspedes. Se você gosta de uma cerveja nacional, mais fraca que as cervejas européias, lá também vende a Brahma.

As festas por lá são diárias, e possuem também mesa de sinuca, computadores com acesso a internet gratuito, wifi gratuito, biblioteca de livros, excursões diárias a pé ou de bicicleta (claro! isso é amsterdam, a terra das bicicletas) com guias locais gratuitos (mas deixe uma gorjeta de acordo com o que você achou do passeio) e outros jogos de mesa.

Site oficial: http://www.flyingpig.nl/

The Rising Cock, Lagos, Portugal

Sala comum aos hospédes, onde rolam as festas. The Rising Cock, Lagos, Portugal

Sala comum aos hospédes, onde rolam as festas. The Rising Cock, Lagos, Portugal

Talvez o hostel mais louco de Portugal inteira. Tudo é voltado para bebida. Na temporada de verão, um cruzeiro parte das praias próximas, com festas regadas a muito álcool, com diversas competições e muita gente termina pelada em uma festa muito animada pelo mar.

De volta ao hostel, competições de quem bebe mais são feitas com distribuição de prêmios ao mais resistentes. E você? Consegue encarar?

Como este hostel fica no meio da cidade, e rodeado de outras residências, as festas acabam à meia-noite e uma verdadeira agitação toma conta do hostel, com todo mundo se preparando para sair e curtir a noite da cidade. Eu tenho certeza que os vizinhos não devem curtir muito essa bagunça toda. Também é impossível conseguir dormir antes disso, já que o som e a conversa de todos bebendo é muito alto. Fica neste hostel é só para os mais animados mesmo, que só querem beber, dançar e curtir a vida noturna.

Bem perto do hostel ficam praias belíssimas, de cor azulada e com uma incrível formação rochosa, digna das mais belas praias da Tailândia, Indonésia e outros lugares da Ásia. Mas se você não é muito chegado em uma praia (mas que pena! =/), o Rising Cock também conta com uma piscina, rodeada de coqueiros, e claro, muita festa e bebida nos dias sol do verão europeu.

O Rafael Faria, do blog Mochilando, passou por lá e fez um pequeno review. Atualmente ele está mochilando pela Europa e África.

Site oficial: http://www.risingcock.com/

Praia de Lagos, Portugal. Foto: Rafael Faria, blog Mochilando

Praia de Lagos, Portugal. Foto: Rafael Faria, blog Mochilando

O Booze Cruise, festa no mar durante o verão europeu, com muita cerveja e passeando por uma belíssima praia, The Rising Cock

O Booze Cruise, festa no mar durante o verão europeu, com muita cerveja e passeando por uma belíssima praia, The Rising Cock

O Booze Cruise, festa no mar durante o verão europeu, com muita cerveja e passeando por uma belíssima praia, The Rising Cock

O Booze Cruise, festa no mar durante o verão europeu, com muita cerveja e passeando por uma belíssima praia, The Rising Cock

O Booze Cruise, festa no mar durante o verão europeu, com muita cerveja e passeando por uma belíssima praia, The Rising Cock

O Booze Cruise, festa no mar durante o verão europeu, com muita cerveja e passeando por uma belíssima praia, The Rising Cock

The Treehouse, Ko Chang, Tailândia

The-Treehouse-Ko-Chang-Thailand

Este incrível hostel, construído em uma praia paradisíaca na Tailândia é um dos mais originais do mundo. Num estilão hippie, tem festas diárias abertas também a não hóspedes. Tudo com muita bebida, reggae, rap e house, em dias alternados.

Recentemente, este hostel foi vendido para outras pessoas e um novo está sendo aberto em outra praia paradísiaca da Tailândia.

Site oficial: http://www.treehouse-kohchang.de/

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