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Um truque para se livrar dos vendedores pelos países arábes 5

Tem vezes que não dá mesmo. Tem vezes que não rola. Tem vezes que você simplesmente não tem paciência e quer ficar tranquilo sem ser incomodado pelos arábes. Parece uma tarefa impossível. É cultural, eles sabem como fazer.

Se tem uma coisa que eu aprendi viajando pelo mundo é que os brasileiros são muito bem vistos e recebidos pela maior parte do mundo, e ao contrário do que muitos imaginam, o passaporte brasileiro abre mais portas do que fecha. Seja desde a imigração, até o contato com o povo local. Claro, não é novidade para você que o Brasil é conhecido pelo mundo principalmente pela excelente qualidade de jogadores que (infelizmente) exportamos. Somos conhecidos também pelo carnaval, pelo café, e pelas belas mulheres. Estes quatro assuntos rendem muitas horas de conversa em qualquer lugar do mundo. Tendo vindo aqui ou não, todo mundo tem curiosidade de saber mais de um brasileiro sobre estes assuntos. E enquanto um papo com uma pessoa bacana, pode te levar a conversas muito legais, o fato de sermos brasileiros também abre margem para que os vendedores de rua se aproximem puxando assunto e normalmente começa assim “Brazilllll.. very nice… Ronaldinho, Pelé, Football”. Pronto, você arrumou um ‘amigo’ durante horas que jura entender tudo sobre futebol.

Vendedores de suco de laranja tentam te convencer a ir provar o suco da barraca deles, que é sempre melhor do que o do vizinho. Foto: Roos

Vendedores de suco de laranja tentam te convencer a ir provar o suco da barraca deles, que é sempre melhor do que o do vizinho. Foto: Roos

Arábes no geral são muito espertos na arte da venda e da negociação. Não medem esforços para te convencer à ir na loja que ele trabalha, ou que ele irá receber uma comissão pelas compras que você fizer. Não é uma exclusividade do mundo arábe, é claro. Em Cuba, por exemplo, sei que existem os jineteros, que da mesma forma que os vendedores de rua arábes, te abordam na rua e tentam te vender qualquer coisa. Normalmente um não básico resolve tudo e você segue, mas tem alguns que são realmente insistentes e ficam te seguindo pelas ruas, tentando te vencer pelo cansaço. Na concepção deles, uma hora você cansa e vai na loja e compra alguma coisa.

Mas o que fazer quando você realmente não quer perder tempo tendo que convencer o vendedor que você não quer comprar nada, simplesmente ficar olhando, visitando o lugar? Será que estamos perdidos? Tem solução, você se pergunta? Claro!

Consegue ver os vendedores preparados ali te esperando? Medina Djemaa el Fna em Marrakech. Foto: Benedict W

Consegue ver os vendedores preparados ali te esperando? Medina Djemaa el Fna em Marrakech. Foto: Benedict W

Uma técnica que se mostrou muito eficiente comigo era falar que eu era de um país bem pouco conhecido. Valia qualquer um. De preferência aquele bem escondido, com idioma bem complicado e que não tenha uma enorme presença internacional. Então tinha vezes que eu era da Latvia, Estônia, Islândia… Se eles acreditavam realmente? Até hoje não sei e tenho dúvidas se algum dia vou descobrir. Mas era certo que eu recebia uma cara de espanto e simplesmente eles saíam sem qualquer novo contato.

O Beline Cidral, do blog do Beline, postou um vídeo no Egito, também com uma outra técnica de como se livrar de um vendedor chato. Mas no caso dele, ele  com uma outra venda. Veja o vídeo. É muito engraçado.

E você? Já passou por uma situação dessas? Como se livrou? Conta pra mim!

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Existem 5 comentários neste post

  1. Beline says:

    Salve viajante, no vídeo eu me dei mal, mesmo com toda a técnica desenvolvida. Ainda tenho coisas inuteis que comprei porque não precisava… rs Abraço
    .-= Beline´s last blog ..Sobre os outros e os mesmos =-.

  2. Eduardo Cidade says:

    Ah, como minha tonalidade de pele é mais próxima dos árabes que dos europeus, a priori, tinha esperanças deles não pegarem tanto no meu pé quanto o resto dos “gringos”. É foda, eles sabiam na hora que eu era estrangeiro. Logo vi que era furada responder brasileiro: “Rolandinho! Le jeux de foot! Oui, j’adore Pelé”. Aquilo pegava no meu pé.
    Não dá para retrucar “Islândia” no meu caso! Você é mais branco do que eu. Então, tentei todas as possíveis combinações: a) Portugal: eles respondiam com “Fido, Christiano Ronaldo”.
    b) França: “ah, très charmant, monsieur, mes cousins habitent à Nice, et vous, d’où êtes-vous?”
    c) Itália: “Pizza! Leonardo da Vinci”…

    Só comecei a ter certa paz com Chile. Até Bolívia, eles falam de cocaína como o gatilho para o papo.

  3. Marina says:

    no Egito eu até que disfarçava que era de lá e com meu árabe básico passava bem… mas se eles olhavam direito pra mim e começavam a falar mil coisas aí já era… uma encheção!! como se eu tivesse milhões de dólares escondidos na roupa…
    minha técnica é ser mais chata que eles e entrar no mesmo drama. Um dia pegando um taxi um sacou q eu era gringa e começou a fingir que estava chorando, num inglês horrível:
    - pleazzzzzzzz, hungryyyyy, I have two babiessss, plezzzzzzzz moneyyyyyy.
    Minha resposta: – me toooooo (fingindo choro e com voz escandalosa igual as egícpia) I have three babiesssss at home, we all wanna food!!!!
    ele ficou bravo, e saí dando o dinheiro certinho e batendo a porta. :-)
    .-= Marina´s last blog ..Mama egípcia no Brasil =-.

  4. João Brito says:

    O Egito é trash mesmo, os caras saum muito chatos, mas tem duas coisas q dá pra fazer:
    1) Caminhar q nem um autista (funcionou em Luxor e Tebas)
    2) Espirar e tossir como um doente tuberculoso, assusta até os mais teimosos (funcionou em Jerusalem)

  5. [...] Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Vai Viajar dicas var gaJsHost = (("https:" == document.location.protocol) ? "https://ssl." : "http://www."); document.write(unescape("%3Cscript src='" + gaJsHost + "google-analytics.com/ga.js' type='text/javascript'%3E%3C/script%3E")); try { var pageTracker = _gat._getTracker("UA-9011729-7"); pageTracker._trackPageview(); } catch(err) {} Um truque para se livrar dos vendedores pelos países arábes Aug9 [...]

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