Você dá dinheiro para crianças de rua? Então, não dê! Invista melhor seu dinheiro. 17
Uma coisa que me incomoda muito durante as viagens, e tenho certeza que te incomoda também, são as crianças de rua pedindo esmolas. Claro, não preciso ir para muito longe para ver e sentir esse tipo de coisa. Temos isso bem debaixo de nossos narizes em todas as grandes (e pequenas?) cidades deste nosso Brasil. Você mesmo já deve ter sido interpelado diversas vezes no caminho para seu trabalho, sua escola, casa de amigos, ou mesmo em um bar bebendo umas cervejas com seus amigos.
Não deve ser novidade nenhuma para você saber também que esta situação não é exclusividade do Brasil e muitos outros países também sofrem severamente com esta situação humilhante e desumana com as gerações que irão segurar o mundo depois que nós nos formos. O que estamos deixando afinal para esta nova geração?
Mas antes, eu e você, precisamos nos ter a mesma linha de raciocínio do que é uma criança de rua. Segundo a ONU:
qualquer garota ou garoto… que a rua (no sentido mais amplo da palavra, incluindo prédios desocupados, etc) se tornou sua habitual fonte de moradia; e está inadequadamente protegido, supervisionado, ou direcionado por adultos responsáveis(Lusk et al. 1989, Lusk 1989, 1992).
E a UNICEF, ainda subcategorizou crianças de rua em três tipos: que vive na rua, que trabalha na rua e com família na rua. Difícil entender? Nem tanto. Segundo a UNICEF, crianças com família na rua, são as crianças, junto com suas famílias, que não possuem casa e moram mesmo na rua, dormindo também. Crianças que trabalham na rua, são aquelas que passam maior parte de seu tempo na rua trabalhando (esmola, lavando carros, vendendo coisas) e voltam para sua casa de tempos em tempos. As crianças que moram na rua são as piores: “Crianças que moram na rua são aquelas que perderam suas famílias por questões de guerra ou doença, ou foram abandonadas (alô Brasil?) porque elas se tornam um fardo, ou fugiram de abuso, família em extrema pobreza e agora vivem sozinhas nas ruas (…) Elas trabalham, vivem e dormem nas ruas, sem contato com suas famílias. São as que mais correm risco de morte, abuso constante e tratamento desumano. Participam de pequenos roubos, delitos e prostituição, para sobreviverem”, de acordo com a UNICEF.
É, de fato, comum encontrar crianças de rua pedindo esmolas em vários lugares do mundo, e não somente em países pobres ou em desenvolvimento, mas em países considerados de “primeiro mundo” também. Já fui abordado por crianças em Roma, Paris, NYC, e até mesmo na Arábia Saudita! Até onde me lembre, o único local que não fui abordado foi em Amsterdam. Lá, o trabalho social do governo é levado muito a sério. Mas seria injusto, claro, comparar a Holanda com o Brasil. Basta olhar o tamanho do país e a história de cada um.
Somente na Ásia, estima-se que mais de 25 milhões de crianças morem na rua. Na África mais de 10 milhões. Na Índia, mais de 300.000.
“Eu odiava a escola, eles me exigiam muitas coisas que minha família não podia comprar, e quando eu não conseguia levar, eles me batiam. Meu pai me arrumou um emprego como mecânico. Eu trabalhava de 8 da manhã até meia-noite. Nas manhãs, que eu não conseguia levantar, porque estava exausto, meu pai me amarrava na cama e ficava me batendo. Finalmente eu fugi de casa. Eu durmo em qualquer lugar, debaixo da ponte, na estrada… Eu coleto garrafas plásticas vazias e as vendo, e eu cheiro cola como todos meus amigos fazem, saí de casa fazem 4 anos, e eu não quero voltar.”
– Mahmoud, 14 anos, Egito
Eu sou relutante em dar qualquer tipo de dinheiro para essas crianças, e muitas vezes, sou duramente criticado pela minha falta de solidariedade com elas.
Mas veja bem, eu faço muito pelo contrário, eu tento preservar estas crianças. O fato é que, hoje, existe uma grande máfia (não há outro melhor nome para isso), que se utiliza das crianças com fins de arrecadar dinheiro de viajantes, como eu, você e seu amigo! São dadas instruções de como parecer mais frágil, mais fraco, com mais fome, mais desesperado. São verdadeiras organizações criminosas que se utilizam destas crianças, tirando-as todo o dinheiro conseguido com horas de andanças pelas ruas, deixando-as com praticamente nada e muitas vezes ainda com fome.
A fome é o maior problema, e é o que motiva estas crianças a continuarem pedindo dinheiro nas ruas para os turistas, que na cabeça delas, estão com muito dinheiro e podem dar um pouco para elas. Muitas destas crianças, são simplesmente tiradas de suas famílias por essas máfias. Como é contado na reportagem do DailyMail, adultos se aproximam destas crianças, onde muitas já estão nas ruas, mas de forma ‘legítima’ tentando levantar dinheiro para suas famílias para comprar comida, oferecendo condições melhores de vida ou ainda se apresentando como membros de ONGs ou outras instituições sociais que lutam contra esta triste realidade.
Esses menores são levados para outras cidades, são forçados a trabalhar durante longas jornadas e não frequentam a escola. Quando se tornam adultos, depois de tanta violência, e a ‘naturalidade’ que começam a enxergar a coisa, se juntam à máfia e começam a explorar novos menores, gerando um círculo vicioso interminável.
A questão é muito séria em países como Egito, Índia e África do Sul. Na Índia, estão votando uma lei que deixa de punir crianças que pedem esmolas na rua. Na lei atual, perdir esmola, não importando a idade, é considerado crime. As crianças são violentadas por policiais indiscriminadamente, da mesma forma que um adulto. É bem verdade, que esse avanço só foi possível pelo interesse no filme Slumdog Millionaire, que retratou, ainda que não de uma forma tão intensa quanto é a realidade por lá. O mundo inteiro voltou os olhos às favelas da Índia, que possuem condições completamente desumanas. Apesar da violência que existe nas favelas aqui do Rio de Janeiro, nossa situação ainda é muito superior às favelas de lá, do Afeganistão, Filipinas e vários outros países, que assim como o Brasil, durante muitos anos, deram as costas para essa população.
Estima-se, que só na Índia, o dinheiro recebido pelas crianças de rua, e tomado pela máfia que controla elas, passe de 63 milhões de reais por ano. É muito dinheiro!
E você acha que isto é tudo? Não é mesmo! A violência consegue ser muito pior, sempre pode. Muitas destas crianças são levadas a hospitais oficiais e médicos sem nenhuma ética, amputam pernas, braços e outros órgãos para vender no mercado negro. Sempre tem gente muito rica envolvida, né? E fique pasmo, assim, como eu: o médico cobra algo em torno de 300 dólares para esse serviço. A máfia cobra milhares de dólares do desesperado, inconsequente e irresponsável que ‘encomenda’ esses órgãos para se salvar ou salvar alguém próximo.
Esta criança mutilida, espiritualmente, mentalmente e fisicamente é colocada de volta na rua, voltando a pedir esmolas. Afinal, qual ser humano não se comove com crianças sem pernas ou braços, pedindo dinheiro na rua? É muito doloroso e dá vontade de ceder.
Por isso eu sempre digo: NÃO DÊ DINHEIRO PARA CRIANÇAS NA RUA!
Mas daí você me pergunta: “como eu posso fazer alguma então? São crianças pobres de qualquer jeito, preciso fazer algo para ajudá-las.”
É simples, a principal coisa que você precisa dar é atenção, carinho e conversa! Essas crianças vivem o dia inteiro ou mesmo noites na rua, largadas, sem amigos verdadeiros e uma pessoa que possa zelar por elas, que possa ser o porto seguro. Pare, converse. Se a criança estiver com fome, leve-a para comer junto com você alguma coisa. Nunca dê comida diretamente para levar, esta criança pode sofrer uma nova violência, não de outros adultos (não excluindo, claro), mas das outras crianças que também estão na mesma situação e com fome, disputam toda e qualquer comida disponível. É a velha e presente em todos os seres: a lei da sobrevivência! A lei que impera, acima de tudo. Já passei por isso e já li e ouvi diversos relatos semelhantes. Neste artigo do “The Advanced Ape”, você poderá ler também um relato sobre este mesmo tipo de violência com nossas jóias.
O BraveNewTraveler, colocou em um artigo, todos os itens que considero essenciais. São itens que procuro seguir à risca, mesmo com falta de tempo, e eventualmente, eu falho. Procure você também desenvolver um novo lado e curtir a viagem com outras experiências. Algumas dicas dadas pelo BNT que eu recomendo bastante:
Voluntariado: porque não ajudar com um projeto social local que ajude crianças? Existem diversas entidades por vários países que trabalham e ajudam crianças de rua, tentando tirá-las das ruas e dando educação. Você também pode dar uma aula sobre um assunto interessante e trocar experiências culturais. É o que queremos fazer no Projeto Cuba com todo empenho.
Tire fotos: crianças sempre adoram tirar fotos e se ver. Hoje, todo mundo tem uma câmera digital, tire fotos das crianças, brinque com elas, e tenha para sempre guardado com você as recordações de uma experiência que pode mudar sua vida.
Cante: cante uma música conhecida no mundo todo, uma bem globalizada, e que tenha apreço infantil, mas não necessariamente para crianças. Crianças adoram. O BNT recomenda músicas de Michael Jackson, mas para ser sincero, eu já esqueci a letra de quase todas.
Ajude ONGs e instituições locais: a melhor forma de deixar sempre uma continuidade de sua passagem pelo local, é ajudando uma instituição local, séria, sem fins lucrativos, que vise ajudar essas crianças. É uma ótima forma de agradecer pela hospitalidade do local e poder contribuir para uma melhora, e quem sabe na sua próxima visita, ver tudo diferente e com menos desigualdade social. Que tal?
Outras dicas estão no artigo, lá no BraveNewTraveler.

Eu e amigos de viagem, em Marrakech, na praça da mesquita onde fomos abordados por uma criançca lindinha
Lembro de uma viagem que fiz à Marrakech, onde viajamos em oito pessoas, entre irlandeses, chineses, italianos e um outro brasileiro. Na praça que fica em frente a principal medina, havia uma criança. Logo, meus amigos de viagem estavam paparicando a garota que não perdeu muito tempo e logo pediu dinheiro. Todos deram, e a garota, muito feliz com um ontão de dinheiro, algo equivalente a uns 10 euros, veio na minha direção pedindo também. Eu logo tratei de recusar. Eles olharam para mim com olhar de repreensão e eu me mantive firme. Depois de alguns minutos, a garota me esqueceu e foi pedir dinheiro para outro viajante que estava passando pela mesma praça. Me perguntaram e eu respondi com toda certeza, que isso só estimularia a criança a permanecer na rua e os pais (se ela tiver) a não procurarem outros meios de se sustentarem. Depois disso, eles entenderam e não deram mais dinheiro, para nenhuma, entre as dezenas de crianças lá em Marrocos que pediram dinheiro para gente.
Por isso, convido você, se ainda não pensa assim, a se juntar a mim nesta idéia. Busque formas alternativas de ajudar a criança de rua. Procure ajudar de uma forma a longo prazo, não precisa ter vergonha ou receio. Elas precisam muito mais de sua atenção e carinho, do que do seu dinheiro. E é claro também, que tudo do que foi falado aqui, não é para ser levado somente nas suas viagens, mas também na sua vida, na sua cidade.
Que tal experimental algo diferente já na sua próxima viagem?
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VAMOS DISCUTIR?
- Você dá ou já deu dinheiro para crianças na rua? Porque?
- Como você reage a crianças que te pedem dinheiro?
- O que você faz ou pretende fazer para ajudar o mundo a se livrar deste problema?
- Quais atitudes do governo, não só aqui no Brasil, você já viu dando certo? E quais você não gostou e acha que poderia ter sido diferente?
- Os responsáveis pela criança devem perder a guarda definitiva desta criança?
- Tem alguma outra coisa que deseje falar ou opiniar? Use a caixa de comentários, aqui, e deixe sua mensagem! Leio todas e respondo! ![]()
Agradeço aos meus followers do Twitter @sputnickrj, @joaopien e @Paulinhaaaa que responderam uma pesquisa rapidinha que fiz lá no meu Twitter. Que tal me adicionar também? @claudiomartins
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Bom meu caro, estou apoiando teu levante, ações voluntárias são mais eficazes que moedas nas mãos dessas nossas crianças que conheçem o inferno que é viver nas ruas, muitos destes trocados são trocados por drogas, como mensiona no texto.
Aos trocados que são “roubados” por estas “organizações” geralmente são para patrocinar as drogas que estas crianças consomem e outras que não estão morando na rua, mas estão escravizadas pelo vicio.
Veja esta matéria que postei no Dihitt: http://www.dihitt.com.br/noticia/depoimento-de-um-ex-morador-de-rua/
o Depoimento é meu, e minha intensão é conciêntizar e com o teu post ele se torna complementar e enriquecedor!
Obrigado pela iniciativa!
Atila City
Pensamentos Urbanos
último post no blog do Atila City: Madrugada e meia V4
Tem toda a razão.
Concordo plenamente.
Por se tratar de um material muito bom, estou recomendando aos amigos.
Em Vozes da Seca, Luiz Gonzaga avisou:
“Mas dotô, uma esmola pra um homem que é são ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”.
Não Basta ler temos que fazer, acho que fatos assim precisam de muita atenção isso incluindo a família da Criança só assim podemos mudar o quadro.
Obrigado
A gente já tem uma quase indústria do trabalho de mendicância infantil. É só buscar ao redor, e você vê os adultos ali esperando pelo resultado da colheita.
O caminho correto é o indicado mesmo. Porém, com amparo a requalificação e ao emprego dos adultos envolvidos. Com pais e mães desempregados, alcoólatras ou semi-marginalizados, ONG nenhuma conseguirá tocar estas crianças. Tem que haver o envolvimento da família das mesmas.
Abraços
Eu não dou. Isso incentiva a criança a continuar na rua, a se drogar, se prostituir e cometer delitos.
Quanto a esses pais que obrigam seus filhos a mendigar é nescessário uma intervenção radical do conselho tutelar que deveria coibir essa prática.
A criação de ONGs que trabalhem junto a essas crianças e seus familiares também é importante.
Forte abraço, parabéns pelo post.
último post no blog do Blueman (via diHITT): Seu Jocenir é “O Cara”!
Olá Claudio!
Atendi ao teu chamado e li, atentamente, tua exposição.
Vou exemplificar o que vi e trouxe para Prefeitura de Porto Alegre (entreguei à Primeira-Dama em mãos), o trabalho implantado em Curitiba, onde fui passear no final do ano passado.
Lá, no Calçadão tem kombis nas esquinas com dois funcionários da Prefeitura que descem do carro e ficam procurando por crianças de rua.
Ao avistá-las, recolhem e chamam seus pais (indaguei) fazendo um cadastro de inspeção da vida daquela família.
Certificam-se de que essa criança está na escola e, caso não esteja passam a monitorar esses pais no sentido de que a remetam para um Centro Educacional do Município, onde é dada assistência total ao menor.
Se esses funcionários novamente encontrarem essa criança na rua, os pais serão punidos pela justiça.
Achei gigantesco esse trabalho de retirar a omissão dos pais frente a esse banditismo social.
Aqui em Porto Alegre temos mães que procriam somente para ficar nas calçadas aguardando pela esmola.
Eu já briguei muito com algumas que são de “carteirinha” neste abuso.
Confesso amigo que o trabalho formiguinha e a imprensa nos ajudam a esclarecer a população do erro danoso que é entregar dinheiro a essas crianças.
Por outro lado, recrimino a ação da Globo com o Didi à frente de sempre nos tirar dinheiro para essa finalidade.
Nunca vimos o efeito dessa proposição.
Ao contrário, cada ano (e lá se vão anos a fio) é mostrado na televisão mais e mais crianças pobres, mendigos nas ruas, bebês no colo de mães abaixo de pontes para “pescarem” doações astronômicas sob um pano que nunca visualizamos seu fundo.
Abomino essa forma de buscar corrigir o problema.
Enfoco a posição da Prefeitura de Curitiba como o grande avanço real na correção desta peste nacional ou mundial como retratas tão bem nessa matéria.
Um abraço da amiga do Sul,
Maria Souza – Porto Alegre – RS
Aqui em Curitiba, conforme a amiga acima comentou, existe há tempos um processo que visa retirar crianças e outros pedintes da rua. Não conheço em detalhes o plano de ação mas pelo que sei existem medidas concretas com essa finalidade que inicia com a publicidade nos ônibus com o slogan CRIANÇA NÃO QUER ESMOLA QUER FUTURO.
Mas, mesmo assim, temos ainda muitas crianças pedintes e crianças vendendo objetos na rua e correndo riscos de serem atropeladas ou maltratadas.
Pelo que sei isto ocorre por várias razões mas as principais são:
1 – as crianças não gostam de ficar para onde vão (passam a ter responsabilidades e atividades), fogem e voltam às ruas.
2 – Os pais ou responsáveis por elas tem o poder legal de tirá-las, mesmo que elas não queiram, e devolve-las à rua para ganhar dinheiro para eles e, contra isso, é dificil fazer alguma coisa e, pior, crianças que tem pais ou responsáveis são em maior número e são arrimos de familias numerosas tendo a rua como sua única fonte de renda.
É claro que este trabalho social mesmo assim dá resultados por que, se assim não fosse, as coisas aqui seriam muito piores como efetivamente são em outras cidades brasileiras todavia, está longe de resolver o problema o qual, no meu ponto de vista, só será resolvido quando o problema passar a ser visto e tratado como sendo de todos nós.
É fácil se omitir e é fácil não ajudar mas temos que entender que isto é um tiro no pé. Uma criança de rua para quem hoje você dá dinheiro será o adulto que amanhã que virá buscar mais dinheiro de você pedindo ou pegando na marra. Uma criança a quem você não dá dinheiro será uma criança que, por falta de opção alguma, se tornará criminosa ainda adolescente. O que é pior então?
O que se aconselha hoje é não dar dinheiro porque isto vicia e acomoda crianças e exploradores mas só isto, como colocado no post, não basta. Temos de ajudar o Governo para que ele possa fazer mais. Temos de mudar legislações a fim de criar barreiras na exploração infantil por quem quer que seja. Temos que fazer todos entenderem que o problema é de todos e temos finalmente que entender que a esmola degrada e vicia e que degradados e viciados são a pior espécie de pessoas que poderiamos ter ao nosso lado.
Como fazer isso? Honestamente não sei. O que sei é que NÃO ESTOU FAZENDO A MINHA PARTE porque não consigo fazer já que a caridade é coisa que começa dentro de casa ou seja, o pouco que tenho é necessário para os meus.
Isto me deprime porque também vivo aqui, sou explorado pelo Governo que me cobra os maiores impostos do mundo, que remunera os congressistas mais caros do mundo, que paga salários estratosféricos para o judiciário, que emprega parentes incompetentes, que permite a farra de passagens, que admitiu o mensalão enfim, que corrompe e se deixa corromper, criando uma casta de privilegiados que, na realidade, é uma elite burra porque se locupetra, é cega e imagina que isto nunca irá mudar.
Acredite, alguns de nós, que não fazemos parte desta curriola, estamos à beira de nos tornarmos “adultos de rua” e daí sim o problema será de todos.
É melhor ensinar a pescar do que dar o peixe. Isto precisa ser ensinado ao Governo Lula que insiste na filosofia de que é dando que se governa mas, todos sabemos porque ele faz isto. Por bondade não é.
Não dou dinheiro para ninguém, nem criança, nem adulto, nem idoso. O que faço sempre é doar o que não uso mais para pessoas que conheço e TRABALHAM e para algumas instituições.
último post no blog do atribeiro (via diHITT): Aprenda a atender ligações de bancos!
Não dou dinheiro na rua, faço como a Atri,minha caridade é outra,pois pedir virou meio de vida.
Não dou dinheiro, encaminho para serviço social.
Não dou dinheiro, aqui em Curitiba existe um trabalho com crianças e adolescentes, mas é muito penoso. Geralmente, a criança não quer voltar para casa, ou os pais fazem comércio da esmola, ou , ainda, muitos são viciados. Os assistentes não podem levar as crianças à força também.Acho que os pais que deixam as crianças na rua deviam ser punidos de alguma forma, mas no fundo isso tudo é fruto da ignorância.
último post no blog do joycesanchotene (via diHITT): Você sabe o que são calorias?
Olá!
Crianças nas ruas é realmente chocante e, infelizmente, existem em quase todos os lugares do mundo. As autoridades e a própria sociedade de cada lugar devem ter o máximo de cuidado com esse problema. Sabemos que as crianças constitui no futuro e, em razão disso, ao cuidarmos bem delas estaremos cuidando de nosso futuro. Tudo deve ser feito para que elas não precisem mais pedir dinheiro a ninguém.
Abraços
Francisco Castro
último post no blog do Francisco Castro: O G-20 é importante para a economia?
Om querido viajant! Sou terapeuta corporal, mas também trabalho em uma ONG, Alquimia, que tira crianças da rua e as educa embasada na pedagogia Waldorf. Adorei tudo que li, parabéns! Deixo aqui depoimento que podemos interagir com esta realidade sendo força do bem e que as consequências da ousadia de ajudar alguém reverberam além da nossa capacidade de percepção. Trabalho com crianças estupradas, surradas e traumatizadas. Todas mostram sinais de recuperação uma vez que são apreciadas com amor, recuperam a dignidade e têm um poder incrível de recuperação. São os seres mais incríveis que já conheci. Por favor siga a inspirar os demais, o mundo só estará perdido se todos nós nos perdermos. Om, P.
PS. E algo que exigimos das crianças na ONG é que não peçam em faróis porque isto desqualifica a estadia delas na instituição. O dinheiro dado ali só paga a desencargo de consciência de quem vê sem agir, dando peixe sem ensinar a pescar. Om.
Oi Patricia, nem tenho como agradecer a sua mensagem aqui no blog. Bacana ver pessoas que tem interesse em fazer alguma coisa.
Eu faço mea culpa, que ultimamente ando fazendo menos do que deveria. Estou mais para o lado da “revolução do sofá” do que uma “revolução real”. Mas tratarei de resolver isso em breve.
Me manda via “Contato” os dados da ONG que você trabalha. Estou recolhendo algumas informações para dar continuidade a esta estória no futuro aqui pelo blog.
Abraços, Claudio.
amigo, penso que tudo deve começar com a educação em casa, hoje as proprias maes fazem de suas filhas de 5 anos ou pouco mais, mulheres, na forma de vestir e comportar-se, somando-se a isso as cenas das famosas novelinhas das tvs com o pseudo intuito de mostrar uma realidade, nada mais fazem do que desestabilizar o seio da familia… quem pode com o poderio de tais emissoras de tvs..
esse tema foi de mais alem do clipe .que retratou bastante elas adorei adorei mesmo