A vida das mulheres na Arábia Saudita 21

Depois de fazer uma breve introdução sobre a Arábia Saudita, vou falar um pouco sobre como a vida das mulheres é, o que pensam e como são tratadas por lá.
Atenção: este post conterá opiniões fortes e poderá gerar uma série de polêmicas sobre como eu enxergo a coisa.


As mulheres sauditas devem usar sempre a vestimenta completa, que inclui o “Abayah”, que seria o vestido, que cobre desde o ombro até seus pés. Também tem o “Niqäb” que é o véu que cobre todo seu cabelo e rosto, deixando somente os olhos
descobertos. Tem ainda a “burqa”, que é a mais conhecida por aqui, e todos confundem com a “Niqäb”. A “burqa” cobre o rosto e cabelo por completo, deixando um véu, não transparente, na frente dos olhos. Toda esta vestimenta é imposta pelas leis arábes, e são muito semelhantes a toda vestimenta das mulheres do golfo, mas um pouco diferente. Nos vestidos, existem decorações tribais, moedas, apliques, e outros adornos.
As mulheres que são ricas, possuem uma linha exclusiva de vestidos de marcas famosas, grifes italianas, com muito luxo, ouro e pedraria. Afinal, ser uma mulher saudita, não significa estar fora da moda e não poder apreciar todo o conforto que as grandes marcas cobram por preços bem altos.

Mulheres não podem dirigir. Até onde eu saiba, não existe uma lei específica que proíba, mas a razão da restrição é muito simples. Mulheres não podem falar com homens que não sejam de sua própria família (somente parente até segundo grau), o que no final, acaba incluindo apenas seu marido, seus filhos e seu pai. Como ela não pode falar com homens, caso ela seja parada por um policial, ela acaba sendo presa por este mesmo policial ou até mesmo pela polícia religiosa, chamada de mutawa’a.
Caso a mulher seja vista conversando com um homem a qual ela não deveria, ela vai presa pela mutawa’a e é obrigada a assinar confissão do erro cometido, e pode passar meses ou até mesmo anos presa por este simples delito. Esse comportamento é levado muito a sério por todos, incluindo a própria família, que pode denunciar caso a veja conversando com um homem desconhecido, mesmo que seja em local privado (talvez isso seja até pior na cabeça deles). Houve um caso de uma mulher que estava em uma loja da Starbucks do shopping que eu frequentava mais. Ela, dona de uma empresa, estava sem energia elétrica no escritório e precisava fazer uma reunião. Sentou-se na área destinada a mulheres acompanhadas com um executivo de outra empresa, e fazia uma reunião, com seu laptop, e completamente vestida com o Abayah e o Niqäb. Membros da mutawa’a a questionaram quem era este homem com ela, e ela explicou sua história. Não houve perdão, ela foi levada para a delegacia de Riyadh (onde eu morava), foi obrigada a assinar a confissão de culpa e foi setenciada a anos de prisão.

Também houve o caso de uma jovem que foi violentamente estuprada por uma gangue, e foi condenada a centenas de chibatadas e vários anos de prisão. Tempos depois, o Rei Abdullah reconheceu que foi errado com ela, mas não deixou de dizer que a pena foi justa. Uma puta contradição!
Obviamente, não tive a oportunidade, e pra ser sincero, nem mesmo o desejo, de conversar com qualquer mulher por lá. O fato de estar em locais públicos com diversas mulheres em volta me deixava tenso, com medo da mutawa’a, com medo de ser preso e levar umas chibatadas. (Depois que voltei e refleti sobre como eu, como brasileiro era tratado por lá, penso que talvez nada tivesse acontecido, mas teria sido um baita susto).
E o que as mulheres mais fazem na Arábia Saudita? Dou um doce para quem acertar!

Claro! A mesma coisa que qualquer mulher no mundo curte fazer: COMPRAS!
Existem diversos shoppings disponíveis, e vários com andares exclusivos para mulheres. Sim! É o único local onde podem tirar seu Niqäb e poder passear “livremente” experimentando jóias e maquiagem. É onde também cortam seus cabelos, fazem unhas e todas as regalias que qualquer mulher gosta de ter, de se sentir bonita e bem produzida.

Claro! Não pensem que porque andam toda coberta em público, que não existe vaidade. Existe sim, e muita. Existem lojas de todas as tradicionais grifes. Acompanhando suas tradicionais vestimentas, sapatos caríssimos, batom, maquiagem, brincos, uma boa roupa, e sua bolsa Gucci, onde ficam desfilando pelo shopping com ela aberta na esperança de algum menino jogar o número de seu celular dentro dela. (mais sobre isso, no próximo post).
Existem também shoppings exclusivos para mulheres, onde homens são completamente banidos. Seus maridos a deixam na entrada e vão buscá-la depois de horas, onde já estão novamente com suas faces cobertas.
A vida de uma mulher estrangeira não é muito mais facil não. É difícil tomar a decisão de se mudar para lá, como vi muitas que foram acompanhar seus maridos que foram transferidos pela empresa e aceitaram encarar todo esse desafio por uma boa quantia e um bom conforto em um dos condomínios de estrangeiros (os chamados compounds – mais sobre eles, em breve).
Para começar, ela não deve sair do aeroporto sozinha, somente com o seu marido ou alguém designado por ele e devidamente registrado com o governo. Ir solteira a turismo para lá? Continue sonhando! Nunca acontecerá. A única exceção para não casadas, é quando vão visitar a filial de sua empresa e não deverá ter contatos com os sauditas, somente com outros estrangeiros de sua empresa que trabalham lá, e reuniões sempre a portas fechadas. Na empresa onde trabalhei, vi somente uma mulher durante dois dias, e vi muito raramente. Depois ela voltou para a Suécia.
A vida das mulheres estrangeiras só é mais “fácil” mesmo dentro dos compounds, as residências de estrangeiros, que falarei em breve também. Fora de lá, devem seguir todas as regras muçulmanas, e se portar bem, caso contrário, pode acabar indo para a pena de morte também.
E porque isso tudo?
Sempre me perguntam isso, perguntam a minha percepção com relação a isso tudo, a tudo que vi por lá.
O que explica os “excessos” de roupas? Segundo a cultura muçulmana, uma mulher jamais deveria ser desejada pela sua beleza, pela sua forma física, pelas suas características em geral, e sim desejada como uma pessoa.
E o que explica não poder falar com outros homens? Segundo esta mesma cultura, o contato com outro homem a tornaria impura e uma série de outras consequências são possíveis, como relacionamentos extra-conjugais, por exemplo.
Certamente eu concordo que existe uma visão excessivamente machista com relação às mulheres na Arábia Saudita, mas ao mesmo tempo eu questiono: SERÁ QUE ELES NÃO ESTÃO ATÉ CERTO PONTO CORRETOS?
Porque vejamos… no Brasil, onde tudo é permitido, nada é controlado, e todo mundo tem sua liberdade garantida, temos uma excessividade de bundas, peitos e genitálias em geral aparecendo e pipocando em todos os lugares. Não há controle, não há respeito com os outros, muito menos respeito consigo mesmo. Estamos em uma cultura (importada dos EUA) de culto ao corpo, à definição perfeita, ao tanquinho definido, e esquecendo do mais importante, o cérebro da pessoa.
Não há moralismo da minha parte, acho que todo mundo tem que fazer o que se sentir bem fazendo, mas considero o corpo como algo que deva ser apreciado e não simplesmente visto, chamado de gostoso(a) e OK. O mistério faz toda diferença no jogo. E nisso, as arábes dão uma aula de mistério.
Como será que os homens iriam se comportar por aqui se o Brasil virasse um país arábe e todas as mulheres tivessem que usar o Abayah e o Niqäb? Será que teríamos uma nova geração de mega-ultra-fuckin-tarados? Fica a dúvida.
Então sumarizando:
O QUE AS MULHERES NÃO DEVEM/PODEM FAZER/TER
- Falar com homens que não sejam filhos, marido ou pai;
- Fazer sexo com outro homem que não seja seu próprio marido;
- Não podem dirigir;
- Ter cargos de alta relevância no governo;
- Não podem viajar sem autorização do guardião homem
- Não podem estudar sem autorização do guardião homem
- Não podem trabalhar sem autorização do guardião homem
- Não podem buscar ajuda médica sem autorização do guardião homem
- Não podem se casar sem autorização do guardião homem
(esta lista será atualizada constantemente)
Até o próximo post!
Mais fotos da Arábia Saudita
Sobre a Arábia Saudita
A Arábia Saudita (em árabe السعودية, transl. as-Su’ūdiyya), oficialmente Reino da Arábia Saudita (المملكة العربية السعودية, transl. al-Mamlaka al-ʻArabiyya as-Suʻūdiyya) é o maior país da península Arábica, situada no Médio Oriente, limitado a norte pela Jordânia, Iraque e Kuwait, a leste pelo golfo Pérsico (através do qual tem fronteiras com o Irão e o Bahrein), Catar, Emirados Árabes Unidos e Omã, a sul pelo Iémen e a oeste pelo mar Vermelho e o golfo de Acaba, através dos quais faz fronteira com o Egipto, servindo o mar Vermelho, também, de ligação à Eritreia e ao Sudão. Sua capital é Riade.
Em área é o maior país árabe, com uma superfície de 1 960 582 km². Está limitado pela Jordânia, pelo Iraque e pelo Kuwait, a norte; pelo golfo Pérsico, pelo Qatar, pelos Emirados Árabes Unidos e por Omã, a leste; pelo Iémen, a sul; e pelo mar Vermelho, a oeste. As cidades mais importantes são Riade, a capital, com 4 260 000 habitantes (2005), Jeddah (3 400 000 hab.) (2005), Meca (1 691 100 hab.) (2005), Medina (1 300 000 hab.), Dammam (1 300 000 hab.), Tabuk (730 000 hab) e Taif (700 000 hab.) (2005).
A maior parte do território da Arábia Saudita é quase toda constituída por desertos.
Fonte: Wikipedia – http://pt.wikipedia.org/wiki/Arábia_Saudita
Mapa da Arábia Saudita
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Leia também:
- A vida das mulheres na Arábia Saudita – Parte 2 – Respondendo Perguntas
- Por onde começar a falar da Arábia Saudita?
- Tempestades de areia na Arábia Saudita
- A censura nos produtos ocidentais na Arábia Saudita
- Como os jovens se relacionam na Arábia Saudita!
- Morando na Arábia Saudita
- Uma belíssima coleção de fotos da Arábia Saudita
- Uma volta por Riyadh, a capital da Arábia Saudita
- Telefones importantes enquanto estiver na Arábia Saudita
- Censura nas imagens dos jornais também na Arábia Saudita, claro!























Existe uma polícia só para vigiar homens e mulheres de acordo com os costumes árabes? E em relação as outros tipos de crime como roubos (sem ser do Governo), acontece muito?
Essa questão das mulheres, pra mim, não faz muito sentido. Do mesmo jeito que aqui temos homens que preferem muito mais uma mulher com quem consiga trocar idéias, na Arábia, mesmo com todas essas leis, burcas, niqab etc existem gangues que estupram mulheres.
quer saber eles tem medo de ser cornos e tem medo da inteligencia da mulher,e outra coisa eles nao confia no proprio taco,se eu fosse homen nao queria viver em um pais deste nunquinha,eu quero e bunda se eu fosse homen queria muita sacanagen
HAHAHA Leila…
Será que teríamos uma nova geração de mega-ultra-fuckin-tarados?
Sim, uma nova geração de mega-ultra-fuckin-tarados Reprimidos.
Pelo seu relato Esses árabes parecem uma mistura explosiva de Freud com Reginaldo Rossi.
Complementando:
Qualquer ambiente de Repressão Sexual, é uma fábrica de Peversões.
Ou você acha que não existe prazer envolvido nas chibatadas e na submissão?
O Chicote como extensão do falo!
Aí e eu te pergunto, se uma cultura, como a árabe viola, os direitos humanos, ela deve ser invadida pela onu e pelos estados unidos? Não se ela tiver petróleo.
Porém se a cultura deles é mortalmente ofensiva para mim, a minha cultura é mortalmente ofensiva para eles. Como Julgar?
Acho que a chave da questão está no que pensam as mulheres…
A chave está em saber se ela concordam com isso. Não é aceitam isso porquê a aceitação pode ser coagida. A chave está em saber se elas acreditam no valor desses valores.
Eu acredito que sejam imposições e que não exista nada de consensual..
Uma dúvida Claudio,
Se uma mulher ficar doente, ao procurar um hospital ela só poderá ser atendida por um homem? Mesmo que esteja MUITO mal?
E exames simples, tipo oftalmo, ortopedista, e afins. Elas só podem ser atendidas por médicas?
Realmente no meu ultimo comentário eu confundi Arábia Saudita com Emirados Árabes, dessa Arábia Saudita eu quero ficar longe!
Acho que essa repressão toda não muda nada, pelo contrário, incita.
E tudo por um livro que foi escrito por sabe lá por quem, sabe-se lá aonde… É muita falta de questionamento, fico chocado!
E isso vale para todas as outras religiões, com seus costumes “menos” radicais.
Que atraso.
(…com todo respeiro)
Claudio,
Recebi 1 proposta para trabalhar como assistente de Recursos humanos na Arabia Saudita.
Sou solteira.
O que vc acha?
Obrigada!
axo muito bom quantos anos vc tem?
eu tenho 23 se vc vier em sata cruz no critiano
nós podemos ficar
valeu pela oportunidade
awsome post.
good night,sleep tight and dont let the bad bugs bite
damned good article..
check die baseline
Medo da mulher.Porque?A mulher é um ser que não mete medo ao homem.Medo da sua inteligência feminina e criativa.Ora a mulher é tão amiga do homem.Apanhar porque foi estuprada por uma gangue?E a justiça cadê?A mulher é punida porque simplesmente nasceu mulher.Insistem que o homem é a cabeça da mulher, seu cérebro é uma grande mentira inventada peos homens.
NA INTEGRAÇÃO DO ASPECTO FEMININO, QUE A HUMANIDADE PODE REENCONTRAR SUA ALMA E SUA SENSIBILIDADE HUMANA CRIATIVA.PUNIR MULHER PORQUE NASCEU MULHER É A LEI DOS MUÇULMANOS E DA MAIORIA DOS HOMENS MUNDIAIS.
Vc esqueceu de dizer que uma mulher na arábia Saudita Jamais poderia dirigir , já que aquele horroroso véu está cobrindo seus olhos , o que por si só já é uma tortura, quando vc fala sobre as compras em shopings , ao menos isto não é tirado delas , torrar parte do ouro de seus maridos é muito pouco para pesssoas que não ousam sequer pensar muito com medo de serem punidas, e você fala até com certo machismo sobre as roupas delas em comparação com as brasileiras , pois no final das contas andar coberta lá e pelada aqui é o que se exige das mulheres em ambos os países , pois aqui mulher que não tem o que mostrar não tem vez e lá elas não mostram para não perderem os possíveis negócios que na verdade são seus casamento arranjados pelos pais e irmãos. Os homens são os mesmos em todos os lugares com raríssimas e louváveis excessões.
Oi Cláudia, obrigado pelo comentário.
De antemão, já peço desculpas se pareceu que eu fui machista nas minhas colocações. Jamais. Sou a favor de qualquer um fazer o que quiser, quando quiser e como quiser. Mas me dou, claro, ao direito de não achar bacana. Acho que as pessoas deveriam se dar um pouco mais de valor e para conquistar atenção ou respeito.
É praticamente, como, colocar uma mulher no pedestal, mas claro, sem exigir nada, e principalmente, deixando ela confortável e respeitada.
Abraços, Claudio.
“pois no final das contas andar coberta lá e pelada aqui é o que se exige das mulheres em ambos os países”
Pelo que eu saiba aqui nenhuma mulher é punida por andar com roupas ou então com a roupa que quiser. Nenhuma mulher é morta, presa, espancada ou então estuprada por isso. Esses homens nunca deveriam ter nascido. Indescritível é o inferno que deve ser viver nesse país.
Não que o nosso país seja lindo, mas tem que saber diferenciar.
[...] no carro outros convidados para regressarmos ao albergue, entre estes, mulheres cobertas em bourkas, deixando apenas os olhos à mostra. Estranhei a situação, vide em meus préconceitos, ser [...]
Acho que vc foi até que bem parcial no seu post… aliás, todos os preconceitos que li nos comentários só mostra como é difícil encontrar uma visão um pouco mais justa sobre um país árabe e muçulmano.
As pessoas não se perguntam como as muçulmanas se sentem sendo modestas, não entendem do Islã e preferem ler aquelas porcarias tipo “Sultana” e acham que já sabem tudo das coitadinhas das muçulmanas. Não abrem um Alcorão pra ler realmente o que está lá, não visitam uma das mesquitas que temos no Brasil e conversam com um sheik para saber o que a religião prega realmente. Porque é fácil confundir cultura com religião. Por exemplo, não poder dirigir é puramente cultural, não tem nada no Islã que proíba isso.
Além disso, a sharia preza a justiça acima de tudo e a mulher não é submissa aos homens, mas sim tem plena consciência de que é reconhecida por sua inteligência e modo de ser, não pelos dotes físicos.
Agora experimentem andar com uma muçulmana de hijab na cosmopolita cidade de SP??? Vão ver como nosso BRasil ainda é um lixo em relação à liberdade, no meu ponto de vista tão repressor como a Arábia Saudita. Eu sou muçulmana convertida e simplesmente não posso sair de véu aqui pois vou ficar ouvindo gritos, zoeiras e até ser fisicamente atacada, dependendo do local. Então, gostou?? Vamos pra Lua, deve ser melhor para cada um vestir como quiser.
.-= Marina´s last blog ..Dando piti no Egito =-.
Olá, Claudio!
Achei interessante seus comentários. A maioria das pessoas se refere ao outro pela sua cultura. Talvez por isso muitos pensam que as sauditas sofram ou nem pensem embaixo daquelas roupas. O que não é verdade. Quer insultar uma delas? Dê a ideia para que ela deixe de usar a burca que seja. Já passei por essa cituação. A resposta foi educada, mas o suficiente para eu mudar meu pensamento preconceituoso. Hoje, sou convertida. Se pudesse usaria o niqab (há um sentido particular para isso – amo niqab, mas me contento com o véu). Essa vestimenta é mais cultural que religiosa. Na Arábia Saudita há algumas questões culturais que não estão de acordo com as religiosas (como em qualquer lugar do mundo). As pessoas vivem bem lá, porém e um lugar muito diferente do nosso, que tem suas vantagens e desvantagens, só isso. Nem pior nem melhor; diferente.
Agora, escrever situação com “c”. É pra acabar! Acho que não vou dar aula de português esta semana.
“Segundo a cultura muçulmana, uma mulher jamais deveria ser desejada pela sua beleza, pela sua forma física, pelas suas características em geral, e sim desejada como uma pessoa.”
Esse argumento não justifica o que eles fazem. Isso é extremismo e extremismo é ruim pra toda e qualquer cultura. Ou vai me falar que os ataques de homens bombas, matando pessoas inocentes sao justificavéis por tantas outras razões…
Isso é, falando como ser humando, errado. Quem falar que nao gosta de liberdade, do direito de dizer sim e nao está mentindo seriamente.
E nao vale comparar o Brasil a isto. As pessoas só olham o Brasil por esta visao de país promiscuo. Eu defendo o Brasil e seu povo (o melhor povo do mundo!), sua cultura (suas culturas) e respeitar a visao do outro, de um Estado que defende os homens e mulheres. A questao nao é q mostramos nosso corpo o que seja, , vaidade demais é ruim tb (extremismo lembra?). Mas isso vai de cada um, e mesmo assim isso nunca deveria ser motivo de punicao seja aonde for e como for.
Nao criticando o islã mas a cultura desse povo específico, o mundo nao chegou a este ponto com esse tipo de mentalidade…
.-= Mariana´s last blog ..Fortaleza =-.
E ainda a “esquerda”brasileira defende estes paises